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Crítica do filme: 'Nada de Novo de Front'


A dura realidade de um conflito armado. Baseado na obra homônima do escritor alemão Erich Maria Remarque, Nada de Novo no Front, indicado para 9 Oscars, mostra a brutalidade dos campos de batalha na primeira guerra mundial pelos olhos de um jovem que junto com um grupo de amigos se alistam voluntariamente mas logo percebem que a expectativa que tinham sobre o desejo de representar seu país no conflito vira uma dura realidade sem volta. O medo, o desespero, o beco sem saída com tragédias por todos os lados, as incertezas cada vez mais fortes sobre se algum dia voltarão para casa, um compilado de terror e tensão nessa visão do lado alemão da primeira grande guerra. Um excelente trabalho de direção do cineasta Edward Berger nessa obra marcante que está disponível no catálogo da Netflix.


Na trama, ambientada no terceiro ano da primeira guerra mundial, num primeiro momento no norte da Alemanha, vemos a chegada à guerra de Paul (Felix Kammerer, em seu primeiro longa-metragem) e seus amigos de escola. Seduzidos pela onda de discursos inflamados e contagiantes sobre a importância de exercer o patriotismo se alistando para defender os objetivos de seu país eles logo se colocariam dentro da dura realidade que é um conflito armado dessas proporções onde a morte está ao lado constantemente. Paralelo a isso, parte da alta cúpula alemã, aqui focado na figura de Matthias Erzberger (Daniel Brühl), propõe um cessar fogo para os franceses enquanto a cada minuto morrem centenas de jovens nas linhas de batalhas.


Nessa terceira versão da obra de Remarque para os cinemas, as outras duas foram: Sem Novidade no Front (1930) e Adeus à Inocência (1979), os horrores do sofrimento que os soldados eram submetidos são mostrados por completo. A fome é algo evidente em grande parte da história, assim como as estratégias militares descontroladas não se importando com as vidas perdidas. A obra é impressionante, impactante, realista ao extremo, fruto das experiências na primeira guerra do próprio autor. Outra questão que chama a atenção é a representação do campo de batalha, para tal a produção utilizou como locações uma área militar na capital da República Tcheca (Praga).



 

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