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Crítica do filme: 'Mergulho'


O sonho e o pesadelo. Chegou quase desapercebido no catálogo da Prime Video esse impactante longa-metragem mexicano que nos mostra uma introspectiva e experiente atleta mexicana de saltos ornamentais e os seus fantasmas do passado que após uma revelação chocante voltam com mais força no presente. Baseado em fatos reais, o projeto constrói seu refletir em cima da personalidade de sua protagonista e os irreversíveis abalos psicológicos que a destroem lentamente. Mergulho é um filme angustiante e conta com uma atuação espetacular, na pele dessa difícil personagem, da atriz Karla Souza.


Na trama, conhecemos a veterana atleta Mariel (Karla Souza) que vem treinando muito forte para mais uma olimpíada, dessa vez em Athenas, na Grécia. Ela faz parte da equipe de saltos ornamentais do México e possui boas chances de medalha no tão competitivo campeonato. Só que às vésperas da competição, um escândalo envolvendo o treinador da equipe, que comanda as melhores saltadoras aquáticas do país há mais de duas décadas, e uma jovem revelação da modalidade acabam gerando lembranças terríveis do seu passado.


O roteiro apresenta um intenso olhar sobre a protagonista e o seu caminho rumo às angustias do passado. Há um trauma nítido, mas ele parece em um conflito constante com a verdade. Entra em um período de medo, de lembranças escondidas, de descontrole, que não envolvem somente a pressão de uma grande competição, há algo mais que vai sendo revelado aos poucos. Será que ela também foi vítima do treinador no passado?  


O papel da família nessa história se apresenta em duas estradas. A da protagonista, que tem um envolvimento afetivo com o treinador e parece não reconhecer as barbaridades que o mesmo pratica. Tem a família da nova vítima, uma mãe desesperada, gritando por socorro só que quase sempre não ouvida. A veterana Mariel se vê em uma caminhada sobre escolhas e busca forças, mesmo chegando ao limite, para enfrentar as verdades que reaparecem.



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