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Crítica do filme: 'A Gaiola das Loucas' (1996) (*Revisão*)


Lançado em meados da década de 90, a comédia A Gaiola das Loucas é uma jornada que transborda questões familiares quando um iminente confronto entre um casal gay e outro conservador vira o epicentro para uma divertida história que reflete sobre preconceitos, homofobia, amor, pais e filhos e laços familiares. Baseado em uma peça teatral de Jean Poiret, também remake do longa-metragem europeu La Cage aux Folles dirigido por Édouard Molinaro, o filme foi indicado ao Oscar de Melhor direção de arte, além de duas indicações ao Globo de Ouro (Melhor Filme e Melhor Ator em Filme de Comédia).


Na trama, conhecemos Armand (Robin Williams) e Albert (Nathan Lane) um casal homossexual de meia idade que possuem um clube gay super badalado na Flórida, repleto de apresentações. Certo dia, o filho de Armand, Val (Dan Futterman) diz ao pai que vai casar com Barbara (Calista Flockhart), a filha de Louise (Dianne Wiest) e do senador conservador Keeley (Gene Hackman), esse último prestes a ser reeleito mas metido em um escândalo. A questão é que Val pede ao pai que ele e Albert não entreguem num jantar de comemoração que são gays. Assim, é instaurada uma enorme confusão.  


Dirigido pelo cineasta norte-americano (mas nascido na Alemanha) Mike Nichols, um dos poucos cineastas a ganhar todos os principais prêmios do cenário artístico da indústria do entretenimento americana: Oscar, Emmy, Grammy e Tony, A Gaiola das Loucas teve uma pesquisa minuciosa no universo das drag queens, Nichols contratou um produtor para produzir uma espécie de documentário para ser exibido aos atores como laboratório para seus personagens.


Com um roteiro divertido e com uma narrativa com improvisações por todos os lados, Williams e Lane eram conhecidos por tais feitos, o filme consegue associar o humor na dose certa junto com reflexões que sempre viraram debates no cenário conservador americano. Há espaço também para o papel da mídia sensacionalista, algo corriqueiro até os dias de hoje, e debates sobre as questões da criação dos filhos, batendo na tecla de que mãe é quem cria.


Sucesso em todo o mundo, esse é um dos filmes de Robin Williams a arrecadar mais de 100 milhões de dólares em bilheteria somente nos Estados Unidos. O ator, que deixa saudades até hoje, rodou esse projeto logo depois de outro grande sucesso da década de 90, Uma Babá quase Perfeita. Um outro fato curioso é que o longa-metragem tem muitos fãs famosos até hoje, como o aclamado cineasta Paul Thomas Anderson.


O filme, que está disponível no catálogo do streaming MGM (a versão europeia, original também) é um passeio cômico sobre tabus, um brinde a todas formas de amor, projeto feito para se divertir sem deixar de ser aquele tapa na cara bem dado nas cabeças conservadoras!



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