Pular para o conteúdo principal

Pausa para uma série: 'A Superfantástica História do Balão'


Com um dos trailers mais bombásticos de um projeto brasileiro com estreia no mundo dos streamings dos últimos tempos, A Superfantástica História do Balão, série documental de três capítulos disponível na Star Plus busca apresentar visões do começo, meio e fim de uma história repleta de variáveis de um conjunto musical de sucesso, depois astros de um programa de televisão na emissora mais poderosa do país, que marcaram gerações de fãs, lembrados até hoje, a Turma do Balão Mágico. Com polêmicas e buscando se aprofundar na visão do negócio, dos bastidores, esse projeto apenas fica na superfície em algumas questões na rica história que todo o Brasil conhece.


40 anos depois do início da banda e 10 anos depois do último encontro, os antigos artistas mirins, Toby, Simony, Mike e Jairizinho se reúnem novamente em um papo franco, juntos e de forma individual, botando para fora toda sua visão dessa intensa experiência de uma carreira de sucesso mas também que gerou traumas, lágrimas, logo no início da vida deles. Em complemento, depoimentos de personalidades, como: Lázaro Ramos, Fabio Jr, Pepeu Gomes, Baby do Brasil, Simoninha, Raul Gil, Rita Cadillac que vivenciaram cada qual de uma forma o sucesso do grupo. Há um destaque, em depoimento separado dos demais, de um ex-diretor musical do grupo mas não é explicado o motivo dele dar seu depoimento longe dos outros.


O pioneirismo tem preço? Recordes de vendas de discos, sucesso de audiência na televisão, a cena cultura brasileira dos anos 80 foi impactada com a chegada no ano de 1983 desse conjunto musical composto por crianças que fariam um tremendo sucesso, numa época onde a faixa etária infantil não era público alvo de artistas. Nas paradas musicais mais de 5 milhões de cópias vendidas, na televisão líderes de audiência por quase três anos com mais de 1000 programas produzidos. Quando grande parte do grupo abandonou o projeto, outros integrantes chegaram mas já perto do fim do grupo. Os altos e baixos dessa trajetória, além de alguns conflitos, são vistos nos três episódios. Uma das perguntas que fica no ar é: Por que o grupo acabou?


O que acontece quando você cresce? Diversos pontos de vistas sobre situações que viveram e também uma análise atual sobre aqueles tempos ajudam a responder a pergunta acima. Mas a certeza é que não foi uma coisa instantânea, foi com o tempo. Nesse ponto, algumas questões se entrelaçam, como as estratégias de mercado e a troca da primeira empresária. Há tempo também para pequenos recortes das vidas pessoais de cada um dos quatro principais integrantes do grupo, nesse momento a história de Michael Biggs, o Mike, rouba a cena, com revelações bombásticas sobre sua vida.


A Superfantástica História do Balão pode ser visto como um complemento de informações e curiosidades para os fãs do grupo, busca em sua linha narrativa mostrar o antes e o depois de um grupo que marcou para sempre seu nome na história da cultura popular brasileira.



Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'Vípuxovuko – Aldeia' [Fest Aruanda 2025]

Trazendo as reflexões sobre formas de organizações comunitárias, resistência cultural e gritos de identidade em uma aldeia urbana indígena no Mato Grosso do Sul, o curta-metragem Vípuxovuko – Aldeia parte para a ficção com muitas bases na realidade. O projeto surgiu de uma conversa do diretor filme, Dannon Lacerda , com a porteira do seu prédio, cujo sobrinho viria a se tornar inspiração para a obra. Selecionado para a mostra competitiva de curtas-metragens nacionais do Fest Aruanda 2025, a obra avança nas suas críticas sociais, muito bem articuladas a partir de um protagonista de raízes indígenas, que escapa de generalizações. Ele trabalha como entregador e também exerce a função de líder de sua comunidade, reivindicando direitos e protegendo seu povo das ações desenfreadas dos mecanismos do Estado.    A cultura indígena ganha registros através da fé, da cultura, da tradição e da preservação desses povos originários, que em muitos casos estão sempre na luta pela continuid...

Crítica do filme: 'Apocalipse Segundo Baby' [Festival É Tudo Verdade 2026]

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade. Se você ouvir esse nome por aí, talvez não sabia de quem se trata. No entanto, se falarmos Baby do Brasil – ou mesmo Baby Consuelo, como foi conhecida boa parte de sua carreira - as lembranças logo chegam. 18 anos depois do início do projeto, o documentário Apocalipse Segundo Baby, chegou às telonas brasileiras antes da sua estreia em circuito, através do Festival É Tudo Verdade. Com roteiro e direção de Rafael Saar , a obra toma um rumo corajoso desde seu início, fugindo de referências documentais conhecidas para se chegar em uma narrativa intensa, cheia de imagens e movimentos. Essa busca pela originalidade, na tentativa de traduzir o abstrato de uma personalidade plural, marcada por autorreflexões de Baby, segue apenas por essa perspectiva, com a ajuda de registros de apresentações marcantes. De Niterói a Salvador, passando por uma experiência marcante em Santiago de Compostela - ex-integrante do grupo Novos Baianos, que alcançou o sucesso a...

Crítica do filme: 'Zico, o Samurai de Quintino'

Um craque como poucos, dentro e fora de campo. Se você acompanha futebol - ou não -, já ouviu falar de Zico, um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial. Muito associado à nação rubro-negra, sua idolatria transborda para torcedores de outros times e outros países. Um figura exemplar, que preencheu páginas gloriosas desse esporte que é uma paixão nacional. Hoje, aos 73 anos, o galinho de quintino tem recortes de sua vida apresentados ao público no documentário Zico, o Samurai de Quintino , com estreia marcada para o próximo dia 30 de abril nos cinemas. Dirigido por João Wainer , o projeto busca um olhar amplo, construído desde seus primeiros passos na carreira até sua passagem pelo Japão, mostrando sua importância para a profissionalização do futebol naquela região – um legado visto até hoje -, com um recheio saboroso revisitando sua história profissional no Brasil.    O documentário segue por um modelo narrativo convencional, sem se arriscar, com entrevistas e...