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Crítica do filme: 'In the Fire'


Quando a narrativa se perde entrando em choque com a sonolência. Dirigido pelo cineasta texano Conor Allyn, In The Fire é um projeto que busca seu norte no bastante batido conflito entre o pensar empírico e o sobrenatural só que encosta na obviedade em uma narrativa rasa, nada empolgante, como uma piscina quase vazia, se seguindo o mesmo para o outro confronto que se segue, da ciência e a religião. Ao longo de quase 90 minutos de projeção (que parecem ser mais de duas horas), o espectador precisa de muita paciência para tentar se conectar com a história.  


Na trama, ambientada por volta de 1890, conhecemos a doutora Grace (Amber Heard), uma psiquiatra norte-americana que é convocada por uma família dona de terras para ir até a Colômbia investigar um caso de um jovem que está passando por dias nebulosos. Chegando nesse lugar, acaba descobrindo que o seu paciente é alvo de religiosos e vizinhos da região, acusado de possessão. Em busca de traçar caminhos para um tratamento, Grace precisará contar com a ajuda do pai do jovem, Nicolas (Eduardo Noriega).


A obviedade se torna um elemento frequente, mesmo que a primeira parte do arco narrativo seja promissor. A protagonista, personificando a razão, entra em gigantescos conflitos emocionais quando percebe ser minoria em uma aldeia dominada pela força religiosa, essa última se distanciando da moral e ligando o lado justiceiro. A narrativa se embaralha ao buscar encontrar soluções para mostrar os conflitos de seus personagens, tudo fica muito confuso na tela gerando um enorme desinteresse em quem assiste.


O suspense com pitadas dramáticas ainda consegue tempo para escorregar nos clichês, não se aprofundando nos confrontos que poderiam gerar mais reflexões, aqui mais precisamente na batalha de argumentos da ciência versus religião. Lançado semana passada nos Estados Unidos, e sem previsão de estreia nos cinemas brasileiros, In The Fire é um dos piores filmes exibidos na edição 2023 do Festival do Rio.



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