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Crítica do filme: 'Maestro (s)'


Filme francês que liga a música clássica a um problema de relação entre pai e filho? Vamos falar agora do ótimo Maestro (s). Adaptação do excelente filme israelense Footnote, o longa-metragem francês Maestro (s) traz para o público um duelo entre dois personagens, pai e filho, que tem o mesmo ofício e precisam aprender a lidar com angústias que leva seus destinos para um conflito familiar que se juntam à rugas do passado. Se escondendo do melodrama, tendo o contagiante universo da música clássica como palco, vemos as variações dos erros e acertos entre mestre e aprendiz, numa relação de indiferença onde o ego se projeta acima de tudo.

Na trama, conhecemos Denis (Yvan Attal) um maestro em total ascensão na carreira após vencer um cobiçado prêmio. Ele possui uma trajetória de repleta tensão com seu pai François (Pierre Arditi), esse também maestro. Um dia, após um bizarro erro de comunicação a partir um inesperado convite para assumir uma prestigiada orquestra na Itália, Denis precisará lidar com uma situação que logo se torna um problema de família.

Solos de violinos, o impacto na condução de sinfonias, o perfeccionismo, se juntam a uma narrativa onde a emoção transborda sem forçar, se escondendo do melodrama. A ótima direção conduz o público pelo transbordar de conflituosos sentimentos, onda a mágoa vira uma marca evidente. A busca pela aclamação mesmo que isso leve a muitos desgastes coloca no palco principal uma triste constatação de como o egocentrismo se torna uma barreira quase inabalável numa relação familiar. Com os dilemas se amontoando, unindo passado e presente, somos testemunhas de reflexões ao longo de cerca de 90 minutos de projeção.

Dirigido por Bruno Chiché, Maestro (s) não se esconde ao mostrar seus embates, algo que acontece muito por aí, traça seu norte indo de encontro ao que machuca, ao perdão. Falar sobre pais e filhos é sempre uma jornada emocionante, o desfecho desse filme comprova isso.


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