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Crítica do filme: 'Um Silêncio'


A devastação de uma família através do olhar de cúmplice. Chegou aos cinemas brasileiros um projeto que aborda um tema sensível, um caso real de grande repercussão que ocorreu na Bélgica. Buscando a angústia através de um embaralhar de cartas desordenado, Um Silêncio tem como força as grandes atuações de Emmanuelle Devos e Daniel Auteuil, imersos em uma narrativa lenta que busca apresentar respostas mas sem revelar num primeiro momento quais são as perguntas.  

Na trama, conhecemos Astrid (Emmanuelle Devos) esposa do advogado François Schaar (Daniel Auteuil), esse último trabalhando em um caso midiático onde defende parentes que tiveram os filhos sequestrados. Quando um segredo de décadas da família é aberto, os olhos da justiça se voltam por completo para essa família deixando Astrid em dúvidas sobre o que fazer.

Indicado ao prêmio de Melhor Filme do Festival de San Sebastian do ano passado, o longa-metragem escrito e dirigido por Joachim Lafosse apresenta os fatos através do olhar de Astrid. Cúmplice durante anos dos absurdos concretizados pelo marido e com eternos dilemas que a dominam, parece estalar para a realidade quando o filho adotivo do casal se torna o estopim de alguns acontecimentos paralelos ao grande segredo que ela e o marido mantém. A narrativa busca, e fica girando em torno, através de cenas com diversas interpretações, mostrar a ‘dúvida do que fazer’ como elemento de ações e consequências. Pouco pra prender a atenção do espectador.

As peças desse quebra-cabeça se embaralham a todo instante, é o tipo de filme que tem a história mal contada, que gera confusão. É difícil compreender sobre o que estamos assistindo, principalmente por subtramas mal desenvolvidas, praticamente jogadas ao longo dos pouco mais de 90 minutos de projeção. Inspirada em uma história real, Um Silêncio busca se sustentar nas ótimas atuações de Emmanuelle Devos e Daniel Auteuil.


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