Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Papai é Pop'


As desilusões e ajustes da vida à três. Chega aos cinemas na semana do dia dos pais um longa-metragem que fala muito sobre paternidade e maternidade além das aventuras vividas com a chegada de um novo habitante para uma família. Papai é Pop, dirigido pelo cineasta carioca Caito Ortiz, nos leva a uma rica jornada sobre o universo de papais e mamães que podemos enxergar várias realidades do lado de cá da telona. Os protagonistas, Lázaro Ramos e Paolla Oliveira, dão um show de carisma e emocionam o público em muitos momentos. Papai é Pop é um filme que todos que pretendem serem papais ou mamães um dia precisam conferir.


Na trama, conhecemos Tom (Lázaro Ramos), um homem esforçado, que trabalha como programador em uma empresa de informática e adora jogar futebol com o amigos nos tempos vagos. Ele é casado com Elisa (Paolla Oliveira), uma funcionária de uma empresa. Ambos moram, em um apartamento de classe média numa grande cidade brasileira. Como todo brasileiro, eles batalham por dias melhores, até Elisa descobrir que está grávida, fato que muda completamente a rotina do casal. Enfrentando uma enorme crise, muito pelo jeito de Tom em levar as situações desse novo cotidiano, vamos sendo testemunhas de uma nova jornada na vida desses dois corações apaixonados.


O filme é recheado de mensagens bonitas sobre a relação entre pais e filhos. De maneira até certo ponto profunda, vamos entendendo as novas maneiras de enxergar a relação do papai e mamãe em questão. A desconstrução do personagem Tom toma a dianteira, sendo praticamente um narrador em meio a passagem de tempo que somos propostos. Elisa também tem seu destaque, enxergamos muito bem a visão da mãe sobre todos os conflitos.


Papai é Pop se veste como comédia mas na verdade é um poderoso drama onde se aproxima muito da realidade de muitos de nós, classe média, a dureza para pagar todas as contas, as dificuldades, medos e conflitos com a chegada de um filho ao lar. Mas um ótimo filme brasileiro lançado nos cinemas esse ano. 



Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Minha Família quer que eu Case'

Não é preciso se reinventar, somente entender. Flertando com os clichês dos filmes românticos água com açúcar mas com algumas bonitas mensagens que chegam de maneira muito objetiva, o longa-metragem britânico Minha Família Quer que Eu Case pousa seu refletir nas tradições culturais e nas várias camadas do que seria amar. Dirigido pelo cineasta paquistanês Shekhar Kapur , com roteiro assinado pela britânica Jemima Khan, o projeto aborda de maneira encantadora, com personagens carismáticos, os dilemas provocados pelo pensamento contemporâneo e as raízes conservadoras. Na trama, conhecemos a documentarista Zoe ( Lily James ), uma mulher já na casa dos 30 anos, independente, que se dedicou nos últimos anos de sua vida à carreira profissional com poucas aberturas para amores e paixões. Certo dia, tem uma ideia para um próximo documentário que consiste em filmar a vida do seu vizinho de infância, o oncologista Kaz ( Shazad Latif ) que está prestes a se casar em um casamento arranjado, de a...

Crítica do filme: 'Matar Jesus'

Os questionamentos ao poder, a inconsequente justiça com as próprias mãos. Exibido no Festival de Toronto no ano de 2017, Matar Jesus , escrito e dirigido pela cineasta Laura Mora Ortega é um recorte impactante de um choque entre dois mundos, duas realidades dentro de uma mesma cidade. Uma tragédia inesperada. Uma família em dúvidas sobre o futuro em uma cidade tomada pela criminalidade. Uma jovem em busca de respostas e justiça. Um filme que gera uma dezena de reflexões. Potente fita colombiana. Na trama, conhecemos a jovem e alegre Lita ( Natasha Jaramillo ), estudante de fotografia, universitária, que tem uma grande admiração pelo pai, um professor universitário. Certo dia, após voltar para casa de carona com seu pai Lita presencia o terrível assassinato do mesmo por dois bandidos em uma moto. O tempo passa e Lita parece estar perdida com a absurda falta de sensibilidade da polícia local e sem nenhuma notícia sobre a justiça no caso. Dois meses após a tragédia, em uma boate, acab...