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Crítica do filme: 'Verissimo'


O Luis Fernando do Verissimo. Partindo 15 dias antes do aniversário de 80 anos de uma das lendas da literatura brasileira, o documentário Verissimo, busca um recorte do dia a dia de um dos maiores cronistas do cotidiano. Com um acertado tom intimista, a narrativa, de alguma forma, simplifica a personificação de um homem pacato que adora criar laços com as palavras através de seu próprio universo. Dirigido por Angelo Defanti, o projeto foi um dos destaques do Festival É Tudo Verdade desse ano.

Ao longo de uma hora e meia de projeção, da simplicidade ao brilhantismo, caminhamos pelas reflexões não expostas, nos momentos de relaxamento, na rotina, algo que cobre e desvenda um pouco de uma personalidade que vê os holofotes como uma consequência de seu brilhante trabalho que segue constante mesmo aos 80.

O estático que não quer dizer parado. Ouvindo músicas do musical Hamilton, leituras de jornais, brincando com os netos, batendo seu pensar criativo nas teclas do seu computador, acompanhamos um introvertido Luis Fernando, não adepto do celular, que já jogou ao mundo os mais variados assuntos e insiste em nunca parar. Ao mesmo tempo, um pouco do seu processo criativo, um contemplar único com ideias reunidas pelo humor peculiar acaba ganhando formas.

A sacada de apresentar um novo olhar em meio a tanto que já foi falado e filmado sobre o escritor é o maior mérito. O emblema do seu clube de futebol do coração, o Internacional de Porto Alegre, fixo na altura da distante na fileira de uma coleção de Fernando Sabino, sua relação carinhosa com seus parentes, as inúmeras idas à eventos, seus momentos de pausa e pensativo, sua dedicação memorável ao ofício que lhe deu projeção internacional. Em sua residência na cidade de Porto Alegre, acompanhamos o Luis Fernando do próprio veríssimo.


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