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Crítica do filme: 'Uma Vida de Esperança'


Os milagres acontecem, mas é sempre bom termos pessoas que nos conduzem até eles. Preenchendo a tela com superações morais e com a fé atravessando seu roteiro, o longa-metragem Uma Vida de Esperança nos coloca de frente com o luto e, ao mesmo tempo, a necessidade de sermos uma fortaleza, a partir de um protagonista que enfrenta tempestades em forma de tragédias.

Com filmagens no Canadá (Winnipeg) e nos Estados Unidos (Albany), o projeto, ambientado em meados da década de 1990, tem uma fácil compreensão quando pensamos em sua estrutura narrativa – que não se arrisca, seguindo a cartilha da maioria dos filmes sobre superação –, com atalhos usuais e uma base linear que provoca essa assimilação rápida. Inspirado em uma história real, a obra se constrói em torno de uma ideia solidária, batendo nessa tecla com frequência para gerar mensagens positivas, algo que se mostra como o grande objetivo do projeto.

Ed (Alan Ritchson) é um pai e marido amado. Quando a esposa parte precocemente, o tempo passa e uma de suas filhas é diagnosticada com uma doença que exige um transplante urgente. Com as conta hospitalares e custos diários aumentando, entra em sua vida Sharon (Hilary Swank), uma cabelereira com marcas no passado e por seus problemas com o alcoolismo. Sensibilizada pela situação da família de Ed, Sharon vai atrás de soluções, se tornado peça-chave de alguns milagres.

Mãos dadas são mais firmes do que qualquer caminhada solitária. Da superação moral à fé – esta colocada à prova de muitas formas – nossos olhos estacionam, na maioria parte do tempo, na personagem Sharon (interpretada pela duas vezes vencedora do Oscar, Hilary Shank), grande força motriz da história. Achando um propósito ao ler no jornal uma notícia, parte ao encontro de algo que dá significado para sua trajetória – marcada pelo vício, que a afastou de muitas pessoas, incluindo seu único filho. Essa história de superação, a partir do fazer o bem, é um exemplo das já mencionadas mensagens positivas que o filme se propõe a transmitir.

Uma Vida de Esperança, mesmo em um sua forma simplista e direta na definição dos conflitos, encontra algumas camadas pelo caminho, chegando inclusive na transmissão da emoção de forma intensa em seu clímax. Esse é um filme para ser sentido, entrega lindas mensagens, mas recorre ao habitual quando pensamos em sua estrutura dramática. 

 

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