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Crítica do filme: 'Gilson de Souza – Na Corda Bamba' [Mostra de Cinema de Tiradentes 2026]


Com um recheio generoso de inesquecíveis canções, que buscam o complemento para uma atmosfera introspectiva de um lutador que, em muitos sentidos, buscou seu lugar no mundo por meio de sua arte, o curta-metragem Gilson de Souza – Na Corda Bamba brinda o espectador com uma história que precisava ser contada, mesclando documentário e ficção.

Dirigido por Brunno Alexandre, o projeto apresenta um curto recorte da vida de Gilson de Souza: de pugilista da categoria meio-pesados à sambista, autor de ‘Orgulho de um sambista’ e ‘Poxa’. Falecido há quatro anos, no dia do próprio aniversário, aos 78 anos, percorremos algumas de suas estradas da vida, com início no interior de São Paulo, na década de 1960, perto do começo da ditadura no Brasil. Nesse momento chave de sua trajetória, vemos um homem em conflito entre o esporte e a música, duas paixões de sua vida.

Ressaltando silêncios e provocando atemporalidade por meio da estética de uma fotografia em preto e branco, além de umas brincadeiras com a linguagem de forma a causar impacto estético e contribuir com o ritmo e a imersão da narrativa, esse filme de 10 minutinhos acerta no alvo ao resgatar a memória de uma rica trajetória e transformá-la em registro.

Selecionado para a Mostra de Cinema de Tiradentes 2026, Gilson de Souza – Na Corda Bamba nos leva para um passeio por meio de uma realidade subjetiva, na qual sensações e pensamentos conflitantes se tornam expressões das mais diversas emoções.  

 

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