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Crítica do filme: 'O Astronauta Tupy'


Cada ser tem sonhos à sua maneira. Um ser solo que esbarra com os coletivos. Cronista do seu tempo. Tijucano. Observador da cidade que nasceu, suas belezas e as diversas questões que assolam seu Rio principalmente a polarização das ideias que nesses tempos presente comandam o modo de pensar da maioria dos cariocas. Dirigido por Pedro Bronz, o documentário O Astronauta Tupy conta de maneira leve e agradável, através de arte de Pedro Luís, suas escolhas, momentos, seu mosaico de ritmos, através de relatos do mesmo, amigos, vídeos de gravações e de depoimentos de outras épocas. Do Humaitá à Lapa, Da Zona Norte à Zona Sul, somos testemunhas em poucos mais de 90 minutos de como esse músico alimenta seu coração louco como uma máquina de escrever.


Será que as inspirações ninguém realmente sabe de onde vem? O músico começa na música nos anos 80, em um coral, depois passa pelo Punk que conhecera nos tempos de São Paulo, pelos inusitados sons gerados com Pedro Luis e a Parede e suas batidas perplexas e chegando até o carnaval com a criação do Monobloco, um grupo que transformou o carnaval carioca abrindo espaços para outros grupos temáticos. Ao longo do meandro percebemos dezenas de inspirações compiladas em forma de música. Por exemplo, o cinema não deixa de ser uma fonte de inspiração, como vemos na abertura a menção e quando passa na frente de onde tinha uma avenida de cinemas espalhados pela tijuca lembrando de tempos que serão difíceis de voltar.


Amigos de longa data lembram de momentos, canções de um passado que é mantido vivo pela arte. As parcerias com Fernanda Abreu, Ney Matogrosso e até mesmo o tremendão Erasmo Carlos, outro tijucano musical, geram ótimos duetos acústicos modelados em fragmentos de canções atemporais na sua voz ou/e na voz dos outros, tendo o Rio de Janeiro como paisagem.

 

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