O cinema pode ser um caminho para expressar a arte e remeter questões cravadas pelo tempo, onde a beleza precisa dar as mãos ao conteúdo. No curta-metragem Index , do artista visual João Lobo , a dinâmica proposta é refletir sobre o tempo por meio de inscrições rupestres de um sítio arqueológico localizado na cidade de Ingá, município paraibano, limitando o público a um papel de observador. Mas será que isso basta para entendermos a obra por completo? Em um tiro curto de 9 minutos – com um ar psicodélico -, a imersão excessiva sobre o que não é explicado salta aos olhos: pelos céus, pela terra, colocando também a natureza em destaque. Vamos sendo conduzidos para uma viagem repleta de beleza, onde se fixam ideias isoladas em uma narrativa intraduzível, na qual o desassossego se torna constante pelas lacunas não preenchidas. Uma pena. Parece ser um filme feito para si mesmo, sem pretensões de ampliar reflexões ou mesmo debates sobre o tour pelas belezas que se apresentam. Forma e o ...
Blog sobre Cinema.