No segundo dia do CineBH 2025, foi apresentado ao público um longa-metragem que é uma experiência – muitas vezes indecifrável –, rompendo com o lugar-comum trazendo os múltiplos sentidos da ausência entre belíssimas, e espalhadas, imagens em movimento. Tendo a água - o recurso fundamental para existência - como elemento-chave para o decifrar as reflexões, Cais, longa-metragem dirigido por Safira Moreira, encontra no luto uma forma de pensar o tempo. Entre antíteses que atravessam o recorte de uma família - o passado e o presente, a morte e a vida, tradição, cultura, religião -, o pensar sobre a existência se alia a uma câmera que encontra os lugares, como um personagem observador, em busca de um norte para os afluentes que conduzem ao epicentro dessa história. As interpretações podem ser variadas: esse é um documentário que não revela, mas pede pra ser sentido. De algum modo, tudo passa pelo tempo entrelaçando as gerações. Há um desafio para o público: nesse ‘River Movie’, nã...
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