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Crítica do filme: 'Relatos Selvagens'



Não tenham dúvidas! Três atitudes bloqueiam o ser humano: o negativismo, o julgamento e o desequilíbrio! Dirigido pelo cineasta argentino Damián Szifrón, chegou aos cinemas brasileiros semana passada um dos fortes candidatos ao Oscar do ano que vem na categoria Melhor filme Estrangeiro, Relatos Selvagens. Contando algumas histórias impactantes, com pontos de interseções movidas a desequilíbrios e explosões emocionais em situações extremas, o longa-metragem de tremendo sucesso no mundo inteiro é um daqueles filmes que deixam o cinéfilo sorrindo de orelha a orelha.

Na trama, brilhantemente escrita pelo próprio diretor, conhecemos diversas pessoas aleatórias, cada uma passando por uma situação de extremo impacto emocional que gera um desequilíbrio que impressiona a todos. Lembram do filme Um Dia de Fúria? O filme de Szifrón segue os mesmos moldes, só que com diversos pontos de vistas. Uma história sobre raivinhas do passado, a raiva com a impunidade, brigas imbecis no trânsito, o desespero com o atendimento nos serviços públicos, a traição que foi descoberta no dia do casamento, essas são algumas das histórias que vemos nessa grande fita.

Um dos motivos de Relatos Selvagens fazer tanto sucesso no mundo é a familiaridade que sentimos quando vemos cada um dos ataques de raiva contidos na trama. Quem nunca viu uma briga de trânsito? Quem nunca soube de uma mulher que descobriu a traição do marido? Todas as situações se aproximam de uma realidade totalmente possível, que, sem se espantar, podem acontecer diariamente nos quatro cantos do mundo. Um dos outros méritos do filme é a escalação do elenco, magistral. Cada ator interpreta com maestria seu respectivo personagem. Mais uma vez, impressionante a qualidade dos artistas argentinos.

Não é a toa que o cinema argentino é aclamado no mundo todo. Não existe só Ricardo Darín (que mais uma vez dá um show nas telonas). Produtores, diretores, atores sempre estão iluminados quando se reúnem e resolvem fazer um filme. Nosso cinema poderia muito aprender com eles, quem sabe até um intercâmbio. No mundo do futebol há uma rivalidade muito grande entre os dois países, no mundo do cinema os hermanos nos ganham de goleada todo ano.

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