Um craque como poucos, dentro e fora de campo. Se você acompanha futebol - ou não -, já ouviu falar de Zico, um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial. Muito associado à nação rubro-negra, sua idolatria transborda para torcedores de outros times e outros países. Um figura exemplar, que preencheu páginas gloriosas desse esporte que é uma paixão nacional.
Hoje, aos 73 anos, o galinho de quintino tem recortes de sua
vida apresentados ao público no documentário Zico, o Samurai de Quintino, com estreia marcada para o próximo dia
30 de abril nos cinemas. Dirigido por João
Wainer, o projeto busca um olhar amplo, construído desde seus primeiros passos
na carreira até sua passagem pelo Japão, mostrando sua importância para a
profissionalização do futebol naquela região – um legado visto até hoje -, com
um recheio saboroso revisitando sua história profissional no Brasil.
O documentário segue por um modelo narrativo convencional,
sem se arriscar, com entrevistas e focado nas experiências pessoais do
protagonista da obra. Por meio de imagens raras, registros de arquivo e
bate-papo com sua família, além de nomes de renome do mundo do futebol
brasileiro e do jornalismo esportivo, a obra compõe uma narrativa que mergulha
na intimidade do galinho dentro e fora dos gramados.
Deixando um pouco o coração rubro-negro de lado (muito
difícil, neste caso, rs), é preciso mencionar que, ao não se arriscar em uma narrativa
com maiores possibilidades - aproveitando todas as portas que se abrem em
relação à linguagem cinematográfica -, em muitos momentos parece estarmos
assistindo uma grande reportagem, informando o que aconteceu sem muita
profundidade. Isso pode incomodar o olhar mais atento.
Ao mesmo tempo, o objetivo de mergulhar em um tema que se
mostra amplo, e com as peças bem colocadas na forma de contar essa história,
acaba deixando o filme com uma fluidez envolvente. Fruto de uma montagem
eficiente e muito bem feita, mantendo o interesse de quem assiste a todo
instante.
Zico continua, até hoje, inspirando a todos nós - e esse
legado é sentido na conclusão do documentário. Pelas entrelinhas ou por tudo
que foi apresentado, no Brasil ou do outro lado do mundo, essa lenda do futebol
seguirá viva em nossas memórias pra sempre. Pode chover, pode o sol queimar:
não deixe de assistir mais essa interessante produção brasileira documental nos
cinemas.
