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Crítica do filme: 'The Grand Seduction'

E vem diretamente do Canadá um dos filmes mais divertidos do ano. The Grand Seduction, novo trabalho do desconhecido diretor Don McKellar, é uma aula de cinema em muitos aspectos. Primeiro, conseguiu reunir um elenco maravilhoso (de conhecidos e desconhecidos artistas), segundo porque possui um roteiro brilhante que transforma o filme em diversão para todas as idades e terceiro porque no final da história você quer conhecer pessoalmente aquela comunidade que tanto emociona nossos corações.

Na trama, conhecemos Murray French (interpretado pelo sempre fantástico Brendan Gleeson), um senhor de idade quase avançada que vive em uma vila de pescadores isolada dos grandes centros. Totalmente ilhados, os moradores passam por grandes dificuldades financeiras. Para tentar mudar esse quadro,  Murray precisa achar um médico fixo para a comunidade para que uma grande empresa se hospede no lugar e modifique a vida de todos os moradores. O felizardo é o Dr. Lewis (Taylor Kitsch) que será surpreendido por todos no local.

Esse filme tem tantas cenas legais que fica difícil definir uma só como a melhor. A criatividade de Murray e Cia para tentar convencer o jovem doutor a ficar na vila de pescadores é enorme. Vestindo a carapuça de Dick Vigarista, Murray começa a inventar hábitos nunca vistos naquela comunidade mas que o doutor se identifica. A rotina de todos os moradores é afetada completamente com a chegada do médico, e isso é totalmente renovador para os envolvidos.


O público torce o tempo todo para que o protagonista consiga chegar em seu objetivo, não importando os métodos aplicados. É um anti-herói, um homem comum, cheio de defeitos e qualidades que conseguimos nos identificar facilmente. A história, por ser docemente realista, conquista a todos nós deixando um gostinho de quero mais quando o filme acaba. Deveria e poderia virar um seriado, daria muito certo também.  

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