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Crítica do filme: 'Other People'



Não precisamos ser perfeitos o tempo todo para que nossas famílias nos amem. Debutante em longas metragens, o cineasta Chris Kelly, dirige e assina o roteiro deste belíssimo filme que explora com muita simpatia assuntos tabus de uma família de classe média norte americana. Other People é um grande aulão sobre os muitos lados das emoções, um filme rico em conteúdo, corajoso que faz questão de expor as polêmicas como forma de refletirmos sobre os temas abordados. O projeto conta com uma atuação espetacular da veterana atriz Molly Shannon que nos emociona do início ao fim com sua impactante personagem. 

Na trama, conhecemos o roteirista, sem grande sucesso, David (Jesse Plemons), um jovem que mora em nova Iorque e precisa voltar para a cidade que nasceu, em Sacramento, por conta de uma grave doença de sua mãe Joanne (Molly Shannon). Tendo que voltar a morar na casa onde foi criado, e tendo que enfrentar suas diferenças com seu pai, David passará meses tentando se redescobrir e renovando seu amor por sua família. Ao longo dos 97 minutos de projeção somos testemunhas de uma pequena grande história sobre as formas de demonstrar o amor familiar.

Indicado em quatro categorias do Independent Spirit Awards 2017, Other People é aquela surpresa que todos nós cinéfilos gostamos de encontrar. Atualmente no ótimo catálogo da Netflix, o filme explora com muita sabedoria as principais características de seus personagens que ficam envolvidos em uma situação de muita tristeza com a doença da mãe. Como cada um deles lida com isso (com um foco gigante na visão de David), o filme nos envolve com embates via diálogos primorosos e lições de vida que levamos para nossas próprias vidas. A atuação de Molly Shannon, que faz a mãe, é deslumbrante, uma das mais impactantes do ano.

Other People concorreu ao Grande Prêmio do Júri no importante Festival de Sundance 2016 e dificilmente chegará aos cinemas brasileiros. Se você tiver a chance de assistir a esse belo trabalho, não deixe de conferir. O amor transborda em forma de perdão e esperança. Lindo filme!

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