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Crítica do filme: 'Vice'


As verdades dos bastidores. Indicado em algumas categorias ao Oscar desse ano, Vice, dirigido pelo ótimo cineasta Adam McKay (A Grande Aposta) é caricato, debochado, sem limites ou linhas tênue, tudo que reflete ao personagem principal podemos dizer é um grande espelho de adjetivos ao próprio filme. Grande parte do tempo narrado por uma voz misteriosa (que descobrimos ao longo do filme de quem é), o projeto apresenta argumentos, baseados em fatos reais, de todas as decisões polêmicas tomadas pelo vice presidente dos Estados Unidos no governo George W. Bush, Dick Cheney.

Orçado em cerca de 40 Milhões de Dólares, conhecemos mais detalhadamente a trajetória profissional política de Dick Cheney (Christian Bale). De problemas com a bebida e um casamento por um fio até sua jornada pelos corredores mais poderosos dos Estados Unidos, vamos acompanhando as transformações que passa não só Dick mas toda a família Cheney, que possui em Lynne Chaney (Amy Adams) seu porto seguro. Com sua chegada ao alto escalão do governo e sua visão maquiavélica sobre o poder, Cheney fica marcado pelas polêmicas ações feitas por ele após a maior tragédia terrorista em solo norte americano.

Metade da sala quer ser nós e metade da sala nos teme. Vice não foca somente em Dick, sua péssima oratória, e suas atitudes sem limites impondo seu poder através do presidente fantoche que se estabeleceu nos Estados Unidos durante sua passagem como vice-presidente norte americano, abre arcos importantes para o papel de sua esposa Lynne, interpretada de maneira impactante pelo atriz Amy Adams. Lynne Chaney, uma verdadeira obstinada pelo poder, é o complemento que Cheney sempre precisava. Não havia mulher mais perfeita para ele na face da terra.

O desenvolvimento físico e expressivo de Christian Bale no papel principal é fantástico, um dos grandes atores de sua geração, interpreta herói (Batman) à vilão (Dick) de maneira dedicada. Dick, a princípio um soldado de infantaria dos intensos jogos de poder de Washington, se torna a partir de suas artimanhas, a teoria executiva unitária entre outras jogadas, uma poderosa peça no tabuleiro norte americano, se tornando O vice presidente que mais mandou em um governo. Em resumo, Vice é uma junção de grandes atuações desmascarando um grande teatro imposto bastidores de um dos períodos de governos mais polêmicos.

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