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Crítica do filme: 'Rocketman'


Para ter sucesso nessa vida é preciso ter coragem e acreditar nas suas habilidades. O ator e  cineasta britânico Dexter Fletcher, em apenas seu quarto filme como diretor, tinha uma tarefa difícil em suas mãos, recriar a história da infância até o estrelato de um dos rostos mais famosos e competentes da música mundial. Consegue com louvor o feito. Sem perder a essência desse ícone musical nem um segundo, Fletcher, aliado a um roteiro afiado de Lee Hall, transformam as duas horas de filme em um musical cheio de cor e metáforas sobre sonhos e sentimentos, sem contar com a tremenda atuação do excelente e dedicado ator Taron Egerton. É para cantar, é para se emocionar, um dos filmes emblemáticos desse ano, sem dúvidas.


Na trama, que teve um orçamento na casa dos 40 milhões de dólares, conhecemos pitacos da vida de Sir Elton John (Taron Egerton, na maior parte do tempo) ao longo dos anos, da infância até a adolescência, dos tempos que estudava na prestigiada Royal Academy of Music até perto do ano de 1970 quando começa uma parceria fenomenal com o compositor Bernie Taupin (seu amigo até hoje) e se torna aos poucos, com shows de tirar o fôlego, uma das grandes lendas do universo musical do planeta Terra. Sempre com suas roupas chamativas e seus óculos coloridos, Elton John foi criando uma história linda que merecia ganhar as telonas.


Alguns pontos são bastante precisos e chegam à sua profundidade, talvez, até mesmo um pedido do homenageado. Sua distância do pai militar, a proximidade com Taupin, seu relacionamento conflituoso com um homem que só queria saber de seu dinheiro, seus problemas com álcool. Elton John viveu, sofreu, aprendeu, amou com a mesma intensidade de seus shows, isso fica claro no filme. O projeto é vibrante, meio musical, meio drama que beira a melancolia sempre guiados por grandes atuações e uma direção exemplar.


Elton John vendeu mais de 250 milhões de discos pelo mundo, além disso, venceu cinco Grammy e ainda recebeu um prêmio especial pela carreira, o Grammy Legend. Ele merecia um filme a sua altura. E isso acontece! Com seu lançamento no prestigiado Festival de Cannes desse ano, o filme embarcou no sempre complicado circuito exibidor brasileiro e se saiu muito bem.  

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