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Crítica do filme: 'Sem Cabeça'


Os traumas que nunca mais esquecemos. Dirigido pelo cineasta Kaveh Sajjadi Hosseini, Sem Cabeça, longa-metragem do Irã, é um retrato caótico de como um trauma, e tudo que fazemos para esquecê-lo, nos transformam em migalhas. Uma situação com um cachorro com um plano de fundo um casamento em atrito e distanciamento é o pontapé para reflexões sobre casamento, família e sacrifício. O primeiro ato é muito fraco comparado aos outros que se seguem, talvez pelo complexo arranjo em dar entrosamento aos fatos deixando surpresas para o espectador ao longo dos 93 minutos de duração.


Na trama, conhecemos Arghavan (Elham Korda), uma mulher de meia idade que sofre com um casamento de grande distanciamento e trabalha em uma loja de câmbio. Certo dia, após um trauma que nunca irá esquecer, ela resolve não ter mais o cachorro da família, um Lulu da Pomerânia. A situação de mudança abrupta, mal explicada, já que ela adorava o cachorrinho, leva seu casamento até o limite, onde questões sobre o trauma que sofreu recentemente precisam ser ditas.


O roteiro, escrito a seis mãos, Payam Larian, Sadegh Khoshhall e Kaveh Sajjadi Hosseini busca, além da superfície, analisa a situação sobre os pets, no Irã, em um lugar onde muitos não gostam de cachorro. Mas o plano de fundo é que se mostra mais interessante, o conflito no casamento, gera inúmeras saídas para a protagonista que mal ouvimos sua voz mas sentimos sua aflição e ao longo de sua trajetória entendemos bem melhor os porquês de suas questões, uma grande interpretação da experiente atriz Elham Korda.

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