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Crítica do filme: 'Anônimo'


Um empolgante filme com muito tiro, porrada e granada! Pegue um liquidificador, coloque pitadas de Um Dia de Fúria, Marcas da Violência e a essência da saga John Wick que você começa a ter uma ideia de Anônimo, filme estrelado pelo subestimado ator Bob Odenkirk (conhecido por seu papel em Breaking Bad e consequentemente Better Call Saul). Mas essa produção de ação e certos mistérios é muito mais que a junção de outros bons filmes, consegue sua originalidade própria pela análise e pontos reflexivos de um perturbado protagonista com um passado misterioso muito bem construído por Odenkirk. Prato cheio para quem curte ótimos filmes de ação. Além de muitos pontos positivos, o projeto conta com a participação mais que especial do genial Christopher Lloyd. Dirigido por Ilya Naishuller e com roteiro assinado por Derek Kolstad (roteirista da saga John Wick).


Na trama, conhecemos Hutch Mansell (Bob Odenkirk), um homem disciplinado em sua rotina de exercícios matinais, ajuda nas tarefas de casa, ida e volta do trabalho junto ao sogro e o cunhado em uma pequena empresa. Vive seus dias sem grandes emoções e surpresas ao lado de sua esposa Becca (Connie Nielsen) e seus dois filhos. Talvez para a vida dele voltar a ter algum sentido, algo precisara acontecer. E o estopim chega quando dois ladrões amadores invadem sua casa e roubam uns trocados mas não são capturados de propósito por Hack que busca se controlar a todo instante na situação. Após esse fato, começamos a ver as mudanças na vida do protagonista e todas as surpresas de seu passado vem a tona em uma trajetória de explosões, sangue e violência por todos os lados.


Nobody, no original, busca seu fôlego dentro de cenas intensas de ação, onde parece que a criatividade reina na sua mais alta potência deixando nossos olhos perplexos com as sequências empolgantes que acontecem. A questão da camuflagem da história, da saída de pai de família inofensivo para um temido guerreiro do novo século é feita de maneira inteligente muito construtiva elevando em qualidade no clímax. Parece que um dos grandes desafios do projeto é tentar de alguma forma buscar seus próprios caminhos e se distanciar de alguma forma com comparação com outros filmes mas é uma linha complicada de andar, há referências por todos os lugares mas que nesse caso não diminui a qualidade da trama, não chega a ser um spin-off de Wick ou outros longas-metragens.


Pensado em ter continuações, assim como seu primo John Wick, o desfecho mais do que nos leva a essa conclusão. Merece a continuação. Assim, as profundidades nulas de algumas subtramas poderão ser exploradas, como a relação de Hutch e Becca, mais sobre o passado de seu pai e irmão. Há muito chão para caminharmos juntos com os personagens. Em tempos onde os filmes de ação não chegam com grande qualidade, a não ser a saga protagonizada por Keanu Reeves e poucas outras, Anônimo chega para contribuir positivamente, trazendo muita qualidade.   


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