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Crítica do filme: 'Que Horas eu Te Pego?'


A imaturidade e os diferentes tempos em que se chega até a maturidade. Escrito (em conjunto com John Phillips) e dirigido pelo cineasta ucraniano Gene Stupnitsky o longa-metragem Que Horas eu te Pego? , que teve uma passagem relâmpago no circuito exibidor brasileiro, foca seu desenrolar na vida de uma mulher no início dos 30 anos sem muitas pretensões na vida, vendo seus problemas se amontoarem a cada dia. Água com açúcar e recheado de clichês, o projeto busca suas reflexões pelas entrelinhas se tornando uma aceitável Sessão da Tarde.


Na trama, conhecemos Maddie (Jennifer Lawrence), uma mulher que tem o fracasso como sobrenome, não conseguindo se desenvolver em nenhuma carreira e com a vida pessoal indo aos trancos e barrancos, estacionada numa acomodada bolha vendo o tempo passar sem sair do lugar. Certo dia, durante o verão nova iorquino, mais precisamente na cidade de Montauk, onde mora, responde a um anúncio feito pelos pais do jovem Percy (Andrew Barth Feldman) onde buscam contratar uma jovem para namorá-lo. Precisando da quantia oferecida, ela embarca nessa jornada e aos poucos começa a entender também o lado do jovem que precisa conquistar.


A narrativa busca traçar paralelos entre desilusões de duas gerações diferentes. O significado do fracasso e a necessidade do vencer em um mundo competitivo, impulsionado pela força capitalista onde que tem mais dinheiro tem mais possibilidades ganham força. As diferentes formas de amar, a amizade, se misturam na arte de aprender com o outro, aqui também se encontra um olhar interessante, mesmo que feito de maneira caricata, para os pais controladores. Longe de ser um estalo que chega em nossas vidas, a maturidade desperta mudanças significativas na forma de como o indivíduo enxerga a própria vida. Essa transformação acontece com a protagonista que aprende e ensina ao longo de todas as inusitadas situações que vive.


A fórmula de bolo, com direito a clichês e cenas exageradas feitas para causar reflexões através do entreter marcam Que Horas eu te Pego? que não chega a ser uma comédia descartável mas um filme que vemos e esquecemos que nem alguns da saudosa Sessão da Tarde.



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