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Crítica do filme: 'Irmãos Desastre'


As angústias e os aprendizados. Com um texto divertido onde pega-se visões pessimistas do viver se transformando em novos olhares, Irmãos Desastre pode ser definido como um recorte intenso e profundo de crises existenciais com foco em dois irmãos que se reaproximam. Um prato cheio para quem curte psicologia. 


Na trama conhecemos Maggie (Kristen Wiig) uma mulher que vive com o marido Lance (Luke Wilson) mas esconde de todos não estar nada feliz. Prestes a fazer uma enorme besteira, é avisada que seu irmão Milo (Bill Harder) está com problemas. Assim, após 10 anos se verem, os dois embarcarão em uma jornada de altos e baixos. 

Há muitos caminhos para as camadas desenvolvidas dos personagens com a terceirização da culpa como um obstáculo que não conseguem ultrapassar. As identificações serão muitas. As decepções da vida, o olhar para relacionamentos, a depressão, o trauma, a relação país e filhos. Esse é um projeto que aproxima a realidade do espectador. 

A narrativa não se esconde da amargura e melancolia, aproveita esses elementos de forma dinâmica guiada pelas ótimas atuações de Wiig e Hader. Dessa relação até o jeito de lidar com a vida, as derrapadas em sequência plantam sementes de aprendizados. Com os precipícios cada vez mais perto, fruto de uma imaturidade emocional que pode ter sido provocada pela família disfuncional que foram criados embarcamos nessa caminhada onde as crises existenciais estão por todos os lugares. 

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