Pular para o conteúdo principal

Pânico 4

Wes Craven me surpreendeu novamente. A primeira vez foi com o lançamento de um filme, de um gênero que ele não estava acostumado a dirigir(drama) e que contava com a mais competente atriz do mundo do cinema, Meryl Streep. O nome do filme é “Música do Coração”, uma produção que eu muito recomendo onde se mostra um lado todo sentimental do diretor de filmes de terror. 

Mas, voltando às vias de fato desse post, “Panico 4” é totalmente diferente de todos os outros longas da sequência. Wes, brinca com o próprio filme e na minha humilde opinião faz uma clara crítica a todos aqueles que tentaram fazer qualquer tipo de paródias aos seus filmes.  Ninguém melhor para parodiar uma obra do que o próprio autor do original. “Panico 4” diverte, e tem uma cena de abertura surpreendente que faz todos os cinéfilos ficarem felizes e com vontade de twittar durante o filme(obs: juro que eu não fiz isso, apenas senti vontade após a cena inicial). A forma como se desenrola a trama, é a velha tática de colocar todos que aparecem na tela com grandes possibilidades de serem o assassino. E o final... bem, poderiam ser muitos ,mas o desfecho encontrado e a subseqüentes cenas pós revelação do “Ghostface” são no mínimo curiosas e “scrachadas” a La “Todo mundo em Panico”.


Acredito que a grande maioria dos amantes de cinema, vão gostar desse filme. Uma coisa que eu testemunhei e, não ocorreu apenas na minha sessão, foram saudosas batidas de palmas na subida dos créditos!

É um filme que eu recomendo pela grande diversão que Wes Craven consegue criar!

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Minha Família quer que eu Case'

Não é preciso se reinventar, somente entender. Flertando com os clichês dos filmes românticos água com açúcar mas com algumas bonitas mensagens que chegam de maneira muito objetiva, o longa-metragem britânico Minha Família Quer que Eu Case pousa seu refletir nas tradições culturais e nas várias camadas do que seria amar. Dirigido pelo cineasta paquistanês Shekhar Kapur , com roteiro assinado pela britânica Jemima Khan, o projeto aborda de maneira encantadora, com personagens carismáticos, os dilemas provocados pelo pensamento contemporâneo e as raízes conservadoras. Na trama, conhecemos a documentarista Zoe ( Lily James ), uma mulher já na casa dos 30 anos, independente, que se dedicou nos últimos anos de sua vida à carreira profissional com poucas aberturas para amores e paixões. Certo dia, tem uma ideia para um próximo documentário que consiste em filmar a vida do seu vizinho de infância, o oncologista Kaz ( Shazad Latif ) que está prestes a se casar em um casamento arranjado, de a...

Crítica do filme: 'Matar Jesus'

Os questionamentos ao poder, a inconsequente justiça com as próprias mãos. Exibido no Festival de Toronto no ano de 2017, Matar Jesus , escrito e dirigido pela cineasta Laura Mora Ortega é um recorte impactante de um choque entre dois mundos, duas realidades dentro de uma mesma cidade. Uma tragédia inesperada. Uma família em dúvidas sobre o futuro em uma cidade tomada pela criminalidade. Uma jovem em busca de respostas e justiça. Um filme que gera uma dezena de reflexões. Potente fita colombiana. Na trama, conhecemos a jovem e alegre Lita ( Natasha Jaramillo ), estudante de fotografia, universitária, que tem uma grande admiração pelo pai, um professor universitário. Certo dia, após voltar para casa de carona com seu pai Lita presencia o terrível assassinato do mesmo por dois bandidos em uma moto. O tempo passa e Lita parece estar perdida com a absurda falta de sensibilidade da polícia local e sem nenhuma notícia sobre a justiça no caso. Dois meses após a tragédia, em uma boate, acab...