Pular para o conteúdo principal

Se Beber não Case 2 - Dica de cinema do @vassilizai

Nesse retorno da franquia, Todd Phillips consegue fazer o suficiente para manter o nível do primeiro filme e até, penso eu, melhorá-lo. “The Hangover – part II” é um filme que gerou uma expectativa diferente do que o primeiro.  No “parte 1”, ninguém sabia se o longa iria decolar e na verdade passou meio que desapercebido pela maioria de críticos e cinéfilos, até estourar com um grande boca a boca na primeira semana de exibição. Já nesse longa, que estreou nos cinemas de todo o Brasil na semana passada, a ansiedade era alta por todos os lados. Sendo assim, Todd deve ter pensado que teria que fazer algo melhor ou ao mesmo nível da primeira parte. A tática de adicionar alguns personagens e tornar cada piada uma grande sequências de risadas deu muito certo e transforma essa continuação um longa melhor que o seu anterior.

Nessa nova produção, o dentista do grupo vai se casar com uma tailandesa e antes disso, claro, se reúne com seus amigos para uma despedida de solteiro(bem leve) mas as coisas, novamente, saem do controle.
O trio Bradley Cooper, Zach Galifianakis e Ed Helms consegue gerar um bom entrosamento, de maneira exarcebada, e totalmente sem noção(exatamente como o filme todo se propõe). Muita gente critica dizendo que não gostou por ser sem graça e por ter abuso de grosseria(muitos lembram da cena do macaco e o “ato” no monge budista). Quem vai ver esse longa sabe o que esperar. Desde o primeiro filme não foi-se escondido qual era a proposta dessa comédia.  Acredito que tentar comparar essa continuação com a sequencia de “Borat”(que não é bem uma sequencia, mas gerou muito expectativa, Bruno, e o filme ficou muito indelicado e ultrapassou os limites da grosseria por ser “narrado” em tom totalmente real) é muito estranho e esquisito.

Eu recomendo, além, de bater no peito e dizer para vocês irem ao cinema pra se divertirem!

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...

Crítica do filme: 'Minha Família quer que eu Case'

Não é preciso se reinventar, somente entender. Flertando com os clichês dos filmes românticos água com açúcar mas com algumas bonitas mensagens que chegam de maneira muito objetiva, o longa-metragem britânico Minha Família Quer que Eu Case pousa seu refletir nas tradições culturais e nas várias camadas do que seria amar. Dirigido pelo cineasta paquistanês Shekhar Kapur , com roteiro assinado pela britânica Jemima Khan, o projeto aborda de maneira encantadora, com personagens carismáticos, os dilemas provocados pelo pensamento contemporâneo e as raízes conservadoras. Na trama, conhecemos a documentarista Zoe ( Lily James ), uma mulher já na casa dos 30 anos, independente, que se dedicou nos últimos anos de sua vida à carreira profissional com poucas aberturas para amores e paixões. Certo dia, tem uma ideia para um próximo documentário que consiste em filmar a vida do seu vizinho de infância, o oncologista Kaz ( Shazad Latif ) que está prestes a se casar em um casamento arranjado, de a...