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Cowboys e Aliens - Cinema com Raphael Camacho


Reunir o eterno Indiana Jones e um dos melhores 007 de todos os tempos, colocá-los num palco Western, com pitadas de Dança com Lobos, guerreando com um bracelete poderoso e pistolas típicas do gênero, é basicamente a ideia inicial quando se pensa no novo filme de Jon Favreau que, entretanto, também conta com uma dinâmica pouco interessante e clichês durante toda a projeção. Possivelmente, um filme que o Beto Carrero iria gostar!

Na trama, um forasteiro misterioso chega a uma cidade e acaba embarcando numa aventura contra seres de outro planeta. Esse novo filme faroeste/extraterrestre tem pontos positivos e negativos, que se equilibram no gosto daqueles cinéfilos mais fervorosos. A produção deixa muito preocupado os amantes da sétima arte quando personagens começam a ser sugados por naves alienígenas - o medo de ser um remake de Os Esquecidos, filme tenebrosamente odiado por muitos, passa como um leve suspiro, causando calafrios impensáveis.

O diretor do longa faz um bom trabalho. Já tinha provado seu valor e competência com as excelentes direções dos filmes do Homem de Ferro, principalmente o primeiro.

Não entendi o porquê de muitos personagens terem olhos azuis, faltava só o “Blue Eyes” mais famoso da música cantando alguma canção no meio de um bang-bang desenfreado entre cowboys e aliens... Seria interessante, não? “New York, New York...”

O Elenco tem bons nomes, porém, destaque mesmo, só para alguns coadjuvantes.

Na cena em que o personagem do Harrison Ford é apresentado, parece que está sendo apresentado ao Indiana Jones. Fora isso, Ford interpreta forçadamente, não definindo o equilíbrio certo do personagem, ou seja, decepcionante.

Daniel Craig é um bom condutor de personagens ao estilo “Bronco Bruto”; está virando uma espécie de novo Charles Bronson. Nesse filme, dá o primeiro sorriso num papel no cinema (ou pelo menos um dos primeiros). Que ator difícil para rir, impressionantemente bronco.

Com um bigode à lá Poirot, Sam Rockwell, sempre iluminado em seus papéis, atua muito bem e tira várias risadas do espectador. Paul Dano, que já mostrara seu talento no fantástico Pequena Miss Sunshine, começa o filme a mil por hora, com um diálogo melhor que o outro (pena que os Aliens tiram ele quase que do filme todo). Olivia Wilde, sempre muito bela, deixa sua personagem um pouco distante da trama em alguns momentos, o que atrapalha no entendimento geral da história. Tem um momento bastante sensual durante o longa, onde deixará muitos marmanjos babando e querendo saber qual é aquele feitiço (vocês entenderão quando assistirem à cena).

Ver o filme na sala Imax é uma experiência única: quem puder, nem pense na hora de escolher. O som é inacreditável.

Veja com a expectativa lá embaixo e talvez você saia feliz das salas do cinema. Estreia dia 09 de setembro, nos cinemas de todo o Brasil. É ver pra crer! 

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