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A Árvore do Amor - Cinema com Raphael Camacho

Um filme com uma pitada política. Um grande amor (daqueles que só vemos no mundo da sétima arte) e bons diálogos. Em seu novo trabalho, A Árvore do Amor, o diretor Zhang Yimou fala sobre pessoas e a interação dos mesmos com a ideologia política da época.

Na trama, uma jovem bastante delicada tem que sobreviver em meio à revolução cultural chinesa, não podendo cometer muitos deslizes por conta dos olhares governamentais em sua família. No meio dessa trajetória, a personagem se apaixona perdidamente pelo filho de um general. Daí nasce um amor, transformando o decorrer dos acontecimentos num drama com muitas cargas de emoção.

O entendimento da história é ajudado com citações freqüentes, em meio às sequencias de cenas. É um ótimo método para não fazer o espectador se perder durante às duas horas de fita. Recurso louvável.

A construção cênica é muito bem encaixada aos diálogos profundos, que volta e meia contornam a produção. É ótima a mensagem de que o amor nasce até dentro de ideologias maçantes e a partir desse sentimento puro, o conforto nos surpreende e vira uma válvula de escape para qualquer sentimento.

A talentosíssima dupla de atores Shawn Dou, Dongyu Zhou (os protagonistas da história, baseada no livro de Ai Mi) possuem uma ótima química em cena e são conduzidos de maneira cirúrgica pelas mãos talentosas do diretor.

Esse é para corações fortes, já que possui uma carga considerável de emoção.

O longa chinês estará no Festival de Cinema do Rio e terá as seguintes sessões:

DOM (9/10) 19:30 Cine Carioca
DOM (16/10) 19:00 Cine Sesc 2
TER (18/10) 13:40 Est Vivo Gávea 2 [GV256]
TER (18/10) 20:10 Est Vivo Gávea 2 [GV259]

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