Pular para o conteúdo principal

Uma Professora Muito Maluquinha - Cinema com Raphael Camacho

Começo falando como é ótimo ver Suely Franco e Chico Anysio em cena. Esse último é um craque nas atuações, sempre tem uma grande presença e originalidade.
Mas o novo longa de Andre Alves Pinto e César Rodrigues, não agrada de uma maneira geral. O filme tem algumas atuações fracas e que comprometem em determinadas cenas. Falta um certo carisma para alguns desses. O Roteiro é muito corrido e deixa a continuação da trama com muitos erros, sendo difícil a ligação espectador/história.

Na trama, uma jovem professora tem a missão de ensinar um grupo de crianças, com regras e maneiras que fogem do tradicional da época.

O conceito para o que vemos nas telonas parece ser idealizado a partir de filmes: como Mr.Holland e Escritores da Liberdade. É uma espécie de Sociedade dos Poetas Mortos para criança. Só faltou algo, do tipo: “Oh Teacher, My Teacher...”

O vislumbramento das crianças com à sua mestre é feito de maneira um tanto quanto forçada. Paola Olivera tenta quebrar o recorde de sorrisos forçados em um filme que pertence à carismática Julia Roberts.

Durante uma das cenas (com um visual muito bonito, diga-se de passagem) encaixam a música “As Time Goes  by” totalmente fora de contexto. Mexer com músicas, filmes clássicos é um grande problema pois gera uma inevitável comparação. Me senti vendo “Casablanca for the Kids”. O longa também faz menção ao clássico Cleópatra(1934) da lendária Claudette Colbert.

A caracterização das personagens é feitas de maneira bem indutiva, sendo adotados cortes de cabelos tenebrosos nas personagens “Vilãs”; e maravilhosos vestidos e cabelos arrumados nos “Bonzinhos”.

O formato é muito mais voltando para mini-série do que para cinema, propriamente dito.

Ziraldo (autor da história) aparece como Seu Floriano, dono do cinema da cidade.

A parte musical é o ponto mais alto do filme. Canções bem legais compõem à trilha.

Esse nova produção brasileira estréia nos cinemas dia 07 de outubro e deve levar muitas crianças para às salas de cinema.


Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Minha Família quer que eu Case'

Não é preciso se reinventar, somente entender. Flertando com os clichês dos filmes românticos água com açúcar mas com algumas bonitas mensagens que chegam de maneira muito objetiva, o longa-metragem britânico Minha Família Quer que Eu Case pousa seu refletir nas tradições culturais e nas várias camadas do que seria amar. Dirigido pelo cineasta paquistanês Shekhar Kapur , com roteiro assinado pela britânica Jemima Khan, o projeto aborda de maneira encantadora, com personagens carismáticos, os dilemas provocados pelo pensamento contemporâneo e as raízes conservadoras. Na trama, conhecemos a documentarista Zoe ( Lily James ), uma mulher já na casa dos 30 anos, independente, que se dedicou nos últimos anos de sua vida à carreira profissional com poucas aberturas para amores e paixões. Certo dia, tem uma ideia para um próximo documentário que consiste em filmar a vida do seu vizinho de infância, o oncologista Kaz ( Shazad Latif ) que está prestes a se casar em um casamento arranjado, de a...