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Martha Marcy May Marlene

Enredo com uma dinâmica e locações parecidas com o filme ‘A Vila’, além de lembrar um pouco o grego aterrorizante ‘Dentes Caninos’.  É uma fita que choca mas não é tão exagerado, todas as informações chegam ao espectador de forma lenta e gradativa. Martha Marcy May Marlene é a redescoberta de uma atriz já conhecida.

 Com uma grande atuação nessa produção, Elizabeth deve ser rosto presente em muitas produções esse ano. Muito bom redescobrir talentos que jamais imaginávamos já estarem dentro do mundo do cinema, ainda digo mais, na minha modesta opinião: Poderia figurar facilmente na lista final do Oscar para concorrer ao prêmio (muito concorrido desse ano) de melhor atriz.

O que fazer após se revoltar com sua vida? A pergunta é respondida logo no começo da película quando somos apresentados à personagem Martha. Para entendermos melhor a trama percorremos o passado da jovem até o dia que ela resolveu entrar para uma espécie de sociedade alternativa com regras e conceitos bastante rígidos e sem nenhuma normalidade. Toda a problemática experiência da protagonista é despertada mesmo já estando longe daquele lugar. O longa toca em pontos importantes principalmente na relação da jovem com sua família. Os traumas emocionais sofridos pela jovem protagonista levam o longa para a estrada do drama, sendo pouco criativo em determinados momentos, mas aconselhável a ser visto por quem vos escreve.

Em relação ao restante do elenco, o destaque vai para John Hawkes, ator que consegue interpretar de maneira natural seu personagem, líder da ‘seita’.

Esse é o primeiro longa de Sean Durkin, que faz um bom trabalho na direção.

Mesmo não sendo o melhor filme de drama do ano que passou, eu recomendo!

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