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Crítica do filme: 'O Exótico Hotel Marigold'


Preferível dormir em casa do que na sala de cinema.  

Baseado na obra de Deborah Moggach (que escreveu o roteiro do sucesso "Orgulho e Preconceito") chegou aos cinemas em 2012, brevemente aliás, o novo filme do inglês John Madden, “O Exótico Hotel Marigold”. Nesse drama com pitadas bem sutis de comédia, a narrativa e sua lentidão deixam o público em estado sonâmbulo, louco para tirar aquele breve cochilo. A fórmula não dá certo.

Na trama, um grupo de idosos britânicos (alguns aposentados) resolvem viajar para a Índia para passar um tempo. Chegando na terra dos incensos, se hospedam no Hotel Marigold, administrado por um jovem simpático. Aos poucos histórias se cruzam e cada um dos personagens começa a ver a vida de uma nova maneira. São muitos personagens: tem uma velhinha deveras chata e preconceituosa que viaja para fazer uma cirurgia, uma recém viúva que tenta aprender sobre tecnologia (tem até um blog) e vive tentando fugir da realidade onde seu marido falecido deixou-a com uma grande dívida, um senhor de alta idade que tenta achar uma companheira mais jovem, ou necessariamente uma pessoa que lhe faça companhia nas estradas da vida, um jurista de alto cargo que resolve largar tudo e ir para índia, além de um casal que não se aceita mais como marido e mulher (implicâncias rolam soltas de ambos os lados).

A terra dos incensos vira um lugar de descobertas e muitas aventuras desse grupo já na terceira idade. Pratos exóticos, choque cultural, um mundo novo, completamente diferente. O desafio é enfrentar e tentar uma ‘nova vida’ nessa terra populosa e diferente do que eles estão acostumados. O problema é que o filme te leva ao sono facilmente, algumas partes agradam mas como um todo não cria elos com o espectador. É muita história, a maioria desinteressante, ao longo da inacabável fita. Falta um pouco de profundidade em muitos dos personagens presentes em cena, o roteiro não consegue ter méritos de amarrar bem a história.  Não há lições de vida, atores se esforçam mas seus personagens são chatos e não conseguem prender a atenção (o que é fundamental em filmes longos).

Em um ano de tantos filmes bons que passam a cada semana no circuito brasileiro, esse chega a ser cravado como uma das grandes decepções do ano. Preferível dormir em casa do que na sala de cinema. 

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