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Crítica do filme: 'Amanhecer Parte 2 – O Final'


Vampiros sem sal em uma batalha que Connor MacLeod aplaudiria de pé

Que a batalha comece. Que a saga chegue a seu fim. Um dos grandes lançamentos desse ano chega aos nossos cinemas nesse feriadão para fazer a alegria dos calorosos fãs de lobos e vampiros, estamos falando de “Amanhecer Parte 2 – O Final. A adaptação para as telonas é novamente criada aos moldes adolescente. É uma espécie de tática para agradar ao público mas que é totalmente compreensível, nesse caso. Com direção de Bill Condon a sequencia final conseguiu um grande avanço, mesmo a quem para os mais detalhistas, cabe o mérito por conseguir trabalhar bem todos os elementos que tinha em mãos.

Na trama, levamos em consideração tudo o que já aconteceu nos outros filmes (que preparam o terreno para o confronto final entre o bem e o mal). Bella agora está poderosa, briga com animais selvagens e sente desejo por sangue a cada segundo. O seu tempo como humana terminou mas ela nunca se sentiu tão viva. Tentando entender seus novos poderes, a vampira alpinista entra em um típico vestibular para graduação em vampiro, orientada pelos famosos coadjuvantes que já vimos em outrora. Todas essas habilidades descobertas se tornam necessárias para o confronto final contra o mal. Sedentos por sangue que não dormem chegam de todos os lugares para ajudar a família Cullen, até mesmo um pessoal da Amazônia (realmente o entendimento deles de Brasil é bastante contestável). Entre lobos e vampiros e com um ritmo alucinante, um corta, corta de cabeça é visto já no final o que pode comprovar a influência de Highlander para a criação da história, ou não. Uma sacada muito interessante constrói e desconstrói o clímax levando a um desfecho satisfatório que vai surpreender o público.

Michael Sheen é o melhor quando em cena. O veterano ator domina seu personagem por completo levando o público a calafrios e sustos constantes. Foi uma bela aquisição para toda a saga, talvez a melhor. O casal sem sal mais famoso do momento continua igual: Kristen Stewart ainda encontra sérias dificuldades de encontrar ou demonstrar as emoções de sua personagem, o mesmo vale para o ator inglês Robert Pattinson. A sorte é que para os fãs eles são perfeitos, gritos e interações emocionadas vão ser rotina em quase todas as exibições do filme.

Ao final da sessão, rostos vermelhos e com lágrimas nos olhos dizem adeus aos seus queridos personagens criados por Stephenie Meyer. Se a sua expectativa está baixa, você pode se surpreender. É um desfecho que mesmo não sendo tão satisfatório para alguns, será querido e apreciado por milhares de adolescentes mundo à fora.

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