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Crítica do filme: ' Duro de Matar 5 - Um Bom Dia para Morrer'


Estátuas e cofres e cenários quebrados, ninguém sabe o que aconteceu. A pequena adaptação de uma famosa letra de Renato Russo retrata muito bem o que vemos como essência no novo filme da franquia Duro de Matar. Dirigido por John Moore e novamente estrelado pelo inconfundível John McClane (Bruce Willis), Duro de Matar 5 - Um Bom Dia para Morrer é explosivo, intenso mas dessa vez com muitos diálogos que tentam expressar os sentimentos entre pais e filhos.

Na trama, voltamos a encontrar o herói americano John McClane, agora bem mais velho, que está curtindo suas merecidas férias quando acaba descobrindo que seu único filho homem está detido em uma prisão de Moscou. Correndo contra o tempo, e com seu guia de Moscou para idiotas na mochila, McClane pega o primeiro avião rumo à Rússia em uma busca desesperada para salvar seu distante filho. Com muitas surpresas pelo caminho, a dupla terá que combater uma inteligente mente do mal que pretende usar urânio militar para fabricação bélica.  

Percebemos um amadurecimento no personagem principal na sua busca para salvar o filho. Há uma preocupação com as cenas de ação e acabam esquecendo da história. Uma pena, pois, o enredo dava para sustentar diálogos e sequências mais voltados ao drama familiar instaurado. O que guia o filme são tiros, cenas de batalhas e destruições de automóveis, sempre contemplados com uma ou outra piadinha dos personagens, ao melhor estilo John McClane. Isso não basta! Descaracteriza a ideia inicial. Perderam uma ótima chance de fazer um filme mais consistente que agradaria uma parte maior do público, não só os amantes de longas de ação.

Um clima investigativo e de espionagem se incorpora à ações. Uma diferença em relação aos outros filmes da franquia. Poderia ter dado certo se alguns personagens não fossem tão caricatos e recheados de clichês em suas falas. Sebastian Koch (A Vida dos Outros), cada vez mais parecido com o ator brasileiro Leonardo Medeiros, tenta transformar seu personagem ao longo dos 100 minutos de filme. Infelizmente se perde junto com a história. Um dos personagens mais bizarros que acompanhamos no longa é um vilão que come cenoura, dá aulas de sapateados e tem um desfecho aos moldes de Tarantino. Muito extremismo para um filme sério de ação.

Com direito a Garota de Ipanema tocando num elevador na Rússia, talvez uma homenagem aos cinéfilos fãs brasileiros de McClane, o filme tem tudo para lotar as nossas salas de cinema a partir do dia 22 de fevereiro. É o típico caso onde a nostalgia vai prevalecer.



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