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Crítica do filme: "Um Castelo na Itália"


Dirigido, roteirizado e protagonizado pela atriz italiana Valeria Bruni Tedeschi (Beije-me outra Vez) o longa-metragem italiano Um Castelo na Itália fala sobre memórias, lembranças e conflitos pessoais de maneira leve, inteligente e delicada. Aos olhos da protagonista, que percorre a Itália, França e Inglaterra,  conhecemos a solidão e os fracassos daqueles que vivem diariamente na riqueza.

Nesse filme, dividido por estações do ano, conhecemos Louise (Valeria Bruni Tedeschi) uma ex-atriz, solteirona que vive da riqueza de sua família (que inclusive possui um castelo na Itália) e precisa enfrentar momentos turbulentos em sua família já que seu irmão tem uma doença terminal e seus conflitos com sua mãe só aumentam. Ao mesmo tempo, de maneira bastante peculiar, conhece um rapaz chamado Nathan (Louis Garrel) e se apaixona perdidamente, mesmo ele sendo anos mais novo.

O filme tem ritmo divertido, muito por conta do sempre bem-humorado Ludovic, interpretado de maneira brilhante pelo ator italiano Filippo Timi. As ironias e o pensamentos brilhantes que o personagem coloca são peças fundamentais para o carisma formado, por mais que o público saiba que aquilo é uma forma de esconder as dores de sua doença terminal.

O roteiro caminha entre histórias dramáticas (sempre com generosas doses de humor) e um grande dramalhão familiar. A busca da protagonista por uma maneira mais feliz de se viver é hilária. Em uma de suas ideias malucas, resolve pedir benção para engravidar a todas as igrejas entre a França e a Itália, entra clandestinamente em uma igreja e arruma confusão com as assustadas senhorinhas que se dedicam ao Senhor.  

Totalmente despreparados e imaturos para os obstáculos da vida, essa família deve gerar altas gargalhadas e momentos emocionantes para o espectador. O desenrolar dessa história é uma experiência deliciosa que todos os amantes do bom cinema devem conferir. Bravo!

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