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Crítica do filme: 'O Predestinado'

Dirigido pelos cineastas e irmãos alemães Michael e Peter Spierig, O Predestinado é algo como o primo mais velho do espetacular A Origem (de Nolan) e tio de terceiro grau de todos os bons filmes sobre viagem no tempo que já foram produzidos até hoje. A criatividade e inteligência dos irmãos na direção desse filme é algo fabuloso, raramente um filme prende sua atenção todos os segundos de projeção. Nolan aplaudiria de pé.  Ethan Hawke dá um verdadeiro show na pele do protagonista, um dos melhores e mais enigmáticos papéis de sua vasta carreira.

Na trama, conhecemos uma agente de viagens no tempo (Hawke) que precisa impedir que um criminoso extremamente perigoso cometa os atos que executou no passado. Para isso, passa por uma grande viagem no tempo para tentar mudar o rumo dessa história que é cheia de armadilhas e surpresas. Os quebra-cabeças contidos nessa trama são geniais, já no desfecho o público fica de boca aberta ao saber o destino dos personagens que aparecem na trama.

Nada é o que parece nessa história. É o tipo de filme que se você perder o começo, não irá entender absolutamente nada do final. O roteiro flerta com os mais possíveis e lógicos erros de viagens no tempo mas consegue de uma forma fabulosa levar o público a uma história de suspense que surpreende demais. Os diálogos entre os personagens são charadas que chegam ao espectador como pistas para irmos aos poucos juntando as peças desse complicado quebra-cabeça.


O inacreditável é um belo trabalho como esse não chegar aos cinemas brasileiros e ir direto para as locadoras. Praticamente um absurdo. O público merecia ver um filmaço desses nos cinemas.

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