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Crítica do filme: 'X + Y – A Brilliant Young Mind'

Em seu primeiro longa-metragem feito para cinema, o cineasta Morgan Matthews percorre as dificuldades e o dia a dia de uma família que enfrenta um grande desafio atrás do outro. X + Y – A Brilliant Young Mind é uma produção britânica bastante interessante que fala sobre uma mãe que busca a melhor maneira de se comunicar com o filho, um menino autista que adora matemática e um professor desiludido que tentar conseguir respirar na sua visão de tudo que o cerca.

Na trama, acompanhamos a saga do jovem Nathan Ellis (Asa Butterfield), um jovem prodígio da matemática que busca a ajuda de Martin Humphreys (Rafe Spall), um professor brilhante mas desmotivado com a vida, para conseguir buscar uma vaga na olimpíada mundial de matemática. Ao mesmo tempo, precisa lidar com a dor da perda do pai (seu grande amigo) e tentar se comunicar melhor com sua mãe Julie Ellis (Sally Hawkins), por quem sempre teve uma certa distância.  

O personagem principal da história, Nathan, um adolescente recluso que não consegue pensar nada diferente do que matemática aplicada. Possui muitas lacunas de sociabilidade deixadas em aberto que ao longo do filme vão começando a serem preenchidas, muito pela chegada da amizade, do amor, e de uma força constante de sentimentos bons vindos de sua mãe.

A figura maternal, interpretada pela competente Sally Hawkins, é o retrato da solidão de uma mãe que vive a infelicidade diária após a perda, de maneira trágica, do marido e também por não conseguir se comunicar direito com seu único filho. Somos testemunhas das inúmeras situações onde ambos não sabem como agir. Alguns impulsos de melhorias nessa relação vem muito pela mãe, até estudar matemática ela vai. A chegada do professor Humphreys na vida da família, ajuda demais na maturidade e relação dos personagens.


Em X + Y – A Brilliant Young Mind, que dificilmente chegará aos cinemas brasileiros, a matemática pura fica em segundo plano. O que vamos decifrando aos poucos são as complicadas equações do amor, da família, dos relacionamentos de amizade, das perdas e da esperança.

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