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Crítica do filme: 'A Festa de Despedida'

A poesia tem comunicação secreta com o sofrimento do homem. Dirigido pela dupla Tal Granit, Sharon Maymon, o longa-metragem israelense A Festa de Despedida vem conquistando um grande sucesso por todos os festivais em que passa. Talvez pela forma mais suave que apresenta um assunto discutível. O filme fala com delicadeza sobre um assunto bem polêmico, a eutanásia. Ao longo dos curtos 95 minutos de projeção vamos acompanhando situações, algumas um tanto quanto engraçadas, sobre um grupo de amigos que inventam um dispositivo para morte fácil.

Em um asilo de Jerusalém, existe um grupo de amigos que está cansado de ver o sofrimento alheio e resolve criar uma máquina de morte instantânea. Essa ideia, criticada por muitos, acaba se tornando um sucesso quando outras pessoas em situações delicadas procuram o grupo de amigos para usarem a máquina. Ao mesmo tempo, todos os personagens se encontram em um grande vendaval emocional, seja por questões ligadas ao coração, seja por escolhas difíceis que precisarão ser tomadas.

Mesmo falando sobre um dos temas mais polêmicos do planeta, o desenvolvimento da trama é bem objetivo, se torna leve por conta dos ótimos diálogos que navegam o roteiro (assinado também pela dupla de diretores) mas sem deixar de apresentar uma análise peculiar, porém, bastante profunda sobre o tema principal. Há uma certa harmonia entre todos os atos e os personagens são muito bem definidos, cada um com um objetivo dentro da trama.


O público vai rir, se emocionar e conectar-se rapidamente com a história. Tudo é muito trivial e bastante honesto quando diz respeito a apresentar argumentos pós e contra a eutanásia. A Festa de Despedida nada mais é do que mais uma maneira de discutirmos sobre as escolhas que podemos ter quando não temos mais escolha. Belo filme. 

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