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Crítica do filme: 'El Desconocido'

Em seu primeiro longa-metragem como diretor, o cineasta espanhol Dani de la Torre percorre o gênero de ação e Thriller para contar uma história bem agitada que guarda algumas boas surpresas já no seu arco final. Protagonizado pelo excelente ator espanhol Luis Tosar, El Desconocido passa do drama para a ação com a maestria de outros bons filmes que se assemelham em sua estrutura. O único pesar é que talvez o filme nunca ganhe as telonas do circuito nacional.

Na trama, conhecemos a história de um executivo de contas de um forte banco chamado Carlos (Luis Tosar) que passa por uma grave crise em seu casamento e possui uma relação bem distante com seus dois filhos. Certo dia, logo após sair de casa com os dois filhos no carro, recebe uma ligação misteriosa dizendo que embaixo do carro tem uma bomba e que se o carro parar o explosivo se acionará automaticamente. Desesperado, Carlos vai precisar de muito sangue frio para entender o porquê está nessa situação e quem está fazendo isso com ele.

O filme se parece um pouco com Locke (2013), protagonizado por Tom Hardy. A adrenalina, angústia e surpresa são exatamente no mesmo nível. El Desconocido ainda usa mais elementos para elucidar a história ao público. O excelente ator espanhol Luis Tosar mais uma vez dá um show em cena. Desde seu início, sabemos que o personagem chave da trama esconde alguns segredos que acabaram provocando as conseqüências dos atos mostrados. Ao longo dos 102 minutos, não conseguimos tirar os olhos da tela, fruto do excelente desenvolvimento de uma trama que tinha tudo para ser tão simples mas se mostra aos poucos bem complexa.


Se algum dia você leitor tiver chance de conferir a esse filme, não pense duas vezes.  El Desconocido reúne elementos fantásticos e bem criativos que tornam a experiência de ver a esse filme algo fantástica.

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