Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'I am a Hero'

A luta pela sobrevivência é uma questão de persistência. Mais um filme lançado em cima do universo Zumbi explorado massivamente por projetos ao longos dos últimos ano e muito por conta do sucesso em escala global do seriado Walking Dead, I am a Hero possui suas diferenças em relação a outros, busca uma certa sintonia entre o não infectado e uma semi-infectada, além de buscar referências novas no sentido de herói e anti-herói.  Protagonizado pelo carismático ator Yô Ôizumi, o filme promete agradar muito quem curte mangás e filmes do gênero.

Na trama, conhecemos Hideo Suzuki (Yô Ôizumi), um desenhista de mangás, classe média baixa que vem enfrentando problemas financeiros e nunca consegue ser reconhecido e alcançar seu maior sonho que é ter um mangá de própria autoria lançado. Certo dia, após passar a noite vagando pela cidade já que fora expulso de casa pela namorada, percebe que a cidade onde vive entrou em colapso por conta de uma infecção generalizada que atingiu grande parte da cidade, transformando os infectados em zumbis com consciência apenas de um curto passado que viveram. Lutando contra o caos na humanidade, Hideo precisará fugir da covardia que o persegue e enfrentar o mundo caso queira sobreviver.

I am a Hero é uma grande experiência nerd cinéfila. Seu universo apresenta referência a ótimos filmes de ação, além de pinceladas em inteligentes doses de analogias com os mangás. Nosso herói é um atrapalhado e medroso desenhista que busca a todo instante, e com sonhos repentinos a La Walter Mitty, salvar o planeta mas não consegue realizar determinadas ações. Mesmo tendo em seu porte um poderoso rifle, o protagonista busca mesmo, com o passar das fases (às vezes parece que estamos em um vídeo game) uma luz em seu emocional para lidar com tanta informação ao mesmo tempo.

Um detalhe muito interessante é a forma como cada infectado reage ao vírus, tem casos hilários que vão de referência ao filme O Exorcista até atletas do salto em altura. A maquiagem também é algo de deixar muito queixo caído, praticamente tudo em relação a parte técnica é praticamente impecável.


I am a Hero é um grande achado para quem curte um bom filme. Tem ação, humor e emoção na medida certa para nossa diversão!

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Minha Família quer que eu Case'

Não é preciso se reinventar, somente entender. Flertando com os clichês dos filmes românticos água com açúcar mas com algumas bonitas mensagens que chegam de maneira muito objetiva, o longa-metragem britânico Minha Família Quer que Eu Case pousa seu refletir nas tradições culturais e nas várias camadas do que seria amar. Dirigido pelo cineasta paquistanês Shekhar Kapur , com roteiro assinado pela britânica Jemima Khan, o projeto aborda de maneira encantadora, com personagens carismáticos, os dilemas provocados pelo pensamento contemporâneo e as raízes conservadoras. Na trama, conhecemos a documentarista Zoe ( Lily James ), uma mulher já na casa dos 30 anos, independente, que se dedicou nos últimos anos de sua vida à carreira profissional com poucas aberturas para amores e paixões. Certo dia, tem uma ideia para um próximo documentário que consiste em filmar a vida do seu vizinho de infância, o oncologista Kaz ( Shazad Latif ) que está prestes a se casar em um casamento arranjado, de a...

Crítica do filme: 'Matar Jesus'

Os questionamentos ao poder, a inconsequente justiça com as próprias mãos. Exibido no Festival de Toronto no ano de 2017, Matar Jesus , escrito e dirigido pela cineasta Laura Mora Ortega é um recorte impactante de um choque entre dois mundos, duas realidades dentro de uma mesma cidade. Uma tragédia inesperada. Uma família em dúvidas sobre o futuro em uma cidade tomada pela criminalidade. Uma jovem em busca de respostas e justiça. Um filme que gera uma dezena de reflexões. Potente fita colombiana. Na trama, conhecemos a jovem e alegre Lita ( Natasha Jaramillo ), estudante de fotografia, universitária, que tem uma grande admiração pelo pai, um professor universitário. Certo dia, após voltar para casa de carona com seu pai Lita presencia o terrível assassinato do mesmo por dois bandidos em uma moto. O tempo passa e Lita parece estar perdida com a absurda falta de sensibilidade da polícia local e sem nenhuma notícia sobre a justiça no caso. Dois meses após a tragédia, em uma boate, acab...