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Crítica do filme: 'Jim & Andy'

A linha tênue entre atuação e a paciência. Mostrando os bastidores de uma das filmagens mais complicadas de Hollywood na década de 90, conhecemos a doação do ator Jim Carrey, esse fabuloso artista dramático, com veias cômicas incomparáveis, que parece não ter limite quando entra em um personagem. O documentário, proibido (provavelmente) durante um bom tempo, conta passo a passo como foi o processo de criação de Jim, e as loucuras que aprontava no set de filmagens do cineasta tcheco Milos Forman (Um Estranho no Ninho) no que mais tarde seria um dos filmes mais aplaudidos daquele ano, O Mundo de Andy.

 Jim Carrey nem de longe era a primeira escolha de Forman para o papel de Andy Kaufman, logo no início do documentário ficamos sabendo que ele teve que fazer um teste para o filme. Depois de sucessos de bilheterias como O Máscara, Debi e Loide e Ace Ventura, Carrey mandou uma fita para a audição. Passou. Jim, era muito fã de Andy, conhecendo suas piadas, seus modos de agir, seus conceitos. Para entregar um personagem quase real, Carrey incorpora Andy durante todas as semanas de filmagens, mesmo quando as câmeras não estão ligadas, levando a todos da produção a uma verdadeira loucura que só é recompensada com a finalização do que seria um dos mais aclamados papéis de um ator durante muito tempo.

Há uma invisível linha tênue que separa os limites que Carrey contornava seu personagem, ele não queria que Andy fosse embora quando a claquete batia, ele precisava de alguma forma levar Kaufman de volta ao mundo. Invadiu a casa do dono da Revista Playboy, passeava com carrinhos de golfes pela major que produzia o filme, conversava com todos sendo Andy. A maneira que arranjou foi desestabilizar a todos, deixando que todos acreditassem que Andy estava ali com eles. Uma técnica arriscada de sucesso mas que conforme vimos no filme O Mundo de Andy, acaba se encaixando com louvor.

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