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Crítica do filme: 'Trama Fantasma'

Um amor pode ser sinistro, peculiar e ainda ter charme. Escrito e dirigido pelo genial cineasta californiano Paul Thomas Anderson (Sangue Negro, Embriagado de Amor, Boogie Nights), Trama Fantasma é desde seu início um complexo quebra cabeça amoroso, cheio de tensões, um humor peculiar, reunindo emoções via personagens cirúrgicos, emblemáticos, que prendem a atenção do público. O espectador não precisa esperar algo linear, cheio de coesão, os detalhes são o que comandam a narrativa, juntamente com atuações inspiradas do trio Vicky Krieps, Daniel Day-Lewis e Lesley Manville. O do meio, em seu último trabalho (já que anunciou aposentadoria) e com mais uma merecida indicação ao Oscar de Melhor Ator.

Na trama, ambientada em meados da década de 50, conhecemos o excêntrico, perfeccionista e renomado estilista Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis), um às em sua profissão, procurado por duquesas e mulheres de família nobre para encomendas de vestidos de luxo, elogiados por todo lugar. Reynolds trabalha com sua irmã Cyril (Lesley Manville), seu braço direito e porque não dizer um porto seguro para suas agonias e falta de compreensão de sentimentos dos outros. Certo dia, após dar uma parada para um farto café da manhã em um estabelecimento, conhece Alma (Vicky Krieps) por quem logo se apaixona. Assim, de maneira relâmpaga, como os antigos amores mais profundo e duradouros, os dois viverão uma história de muita personalidade e uma troca no poder de quem comanda as ações.

O recorte da personalidade do protagonista é muito bem feito, fato que ajuda o espectador a entender melhor algumas ações ao longo da trama. Tendo como inspiração para seus dezenas de vestidos, antigos amores, o Sr. Woodcock vive diversos dilemas por ter sido sorteado na loteria do amor. Antes seguro e muito confiante, acorda agora com falta de criatividade, vive as incertezas de uma relação conturbada com sua amada Alma, essa, repleta de personalidade e força que faz de tudo para ter a atenção de seu amado mesmo que para isso o coloque em posição próxima à morte. Alma é um pilar que Reynolds alcança poucas vezes. As expectativas criadas por ambos se diferem em algo oposto, causando choques e mais choques que vão da provocação por parte dela e pela impaciência por parte dele.

Indicado ao Oscar 2018 nas categorias: Melhor Filme, Diretor, Ator (Daniel Day-Lewis), Atriz Coadjuvante (Lesley Manville), Figurino e Trilha Sonora, Phantom Thread, no original, é um filme com a assinatura da originalidade de um dos maiores cineastas contemporâneos.


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