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Crítica do filme: 'Todos já Sabem'

Segredos que todos sabem, não é mais segredo. Dirigido pelo excelente cineasta iraniano Asghar Farhadi, ganhador de dois Oscar (A Separação e O Apartamento), Todos já Sabem, todo falado em espanhol, é um misterioso quebra cabeça onde as peças vão sendo mostradas ao público de maneira lenta e com muito detalhes, além da superfície. Um suspense com veias dramáticas que explora os mais profundos dramas dos envolvidos e nos mostram até a onde somos capazes de agir em momentos extremos.

Na trama, conhecemos a espanhola Laura (Penélope Cruz) que embarca em uma viagem com seus dois filhos (sem o marido Alejandro - Ricardo Darin) para visitar sua família e acompanhar o casamento de uma das irmãs num lugar onde viveu grande parte da vida. Aos poucos, o que parecia ser um dia de comemoração, acaba virando uma noite terrível e uma situação trágica acontece, levando toda a família a abrirem feridas do passado em busca de alguma solução para o caso.

Não sei se é uma regra universal mas segredos de família sempre são revelados em dias apoteóticos e os desenrolarem são complexos, seja no cinema ou na vida real. Um amor do passado em conflito com o amor do presente, o roteiro navega em segredos que os personagens vão deixando rastro aos poucos. Nossos olhos são os de Laura e Paco (Javier Bardem), antigos namorados mas que hoje vivem cada um para sua família. Conforme a tragédia se anuncia, tudo que estava debaixo do tapete vem a tona, transformando não só a ótica de toda uma família mas de toda uma região.

O roteiro possui arcos bem definidos, profundos e com alta carga de drama. A direção é competente mesmo sendo um filme não tão redondo como os em que Farhadi ganhou seus dois Oscars. Todos Já Sabem estreia no dia 21 de fevereiro no circuito brasileiro de exibição.

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