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Crítica do filme: 'A Assistente'


Os absurdos abusos do poder e todo o caos emocional que isso pode gerar. Produzido e já no catálogo da Amazon, A Assistente, é um filme que coloca o espectador como um observador da rotina de uma jovem que tem o sonho em trabalhar com entretenimento mas logo percebe abusos no ambiente onde trabalha, principalmente vindo de seu chefe, uma alta patente da empresa. Escrito e dirigido pela cineasta Kitty Green, em seu primeiro longa-metragem de ficção, o projeto é um interessante recorte de certos ambientes de trabalho, que diz muito pelas entrelinhas, um profundo drama onde somos os olhos da personagem a todo instante. Um bom filme com uma ótima atuação da protagonista Julia Garner.


Na trama, conhecemos Jane (Julia Garner), uma jovem que conseguiu faz poucos meses um trabalho como assistente de um dos mandas-chuvas de uma grande empresa ligada ao audiovisual. Pelo andamento que acompanhamos parece que ela sempre teve esse sonho de trabalhar nessa área. Porém, com o passar dos dias, os egoísmos de outros funcionários e um assédio moral e sexual observado por ela a deixam em estado assustada principalmente quando resolve buscar ajuda e é surpreendida com o tratamento que recebe.


Há muita podridão no mundo e o poder infelizmente só faz isso crescer. No disputado universo do mercado de trabalho de todo o mundo, não só na indústria citada mais profundamente no filme, abusos acontecem muito mais do que imaginamos e poucas vezes temos a certeza de alguma punição para os envolvidos. Esse quebra cabeça muitas vezes sem muitas soluções positivas para quem é vítima é muito bem exemplificado pelos absurdos tratamentos do chefe para com a protagonista. Green mete o dedo na ferida de uma maneira que cria um certo caminho entre o drama e o suspense.


São quase 90 minutos de muita tensão. Muitos podem até achar meio paradão mas esse longa-metragem diz tanto pelo contexto e entrelinhas que precisamos estar atentos para refletir sobre o quão profundo pode ser essa história que infelizmente acontece muito pelas vidas reais do lado de cá da tela.



  

 

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