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Crítica do filme: 'O Amor de Sylvie'


A vida é muito curta para desperdiçarmos com coisas que não amamos. Escrito e dirigido pelo cineasta Eugene Ashe, produzido pela Amazon, O Amor de Sylvie é uma linda história de amor entre dois amantes do Jazz, que vivem realidades diferentes ao longo do tempo em uma grande cidade norte-americana em meados das décadas de 50 e 60, na época de Miles Davis, Stevie Wonder, Sarah Vaughan. Fala sobre o preconceito, sobre as diferenças para alguns sobre as classes sociais, os sonhos, as desilusões e como o amor pode provocar tamanhas mudanças em nossas vidas. Protagonizado pelos ótimos Tessa Thompson e Nnamdi Asomugha.


Na trama, na era forte do Jazz nos Estados Unidos, conhecemos Robert (Nnamdi Asomugha) um talentoso saxofonista, de origem humilde, que toca em grandes clubes noturnos em um quarteto bastante prestigiado. Para complementar a renda do que recebe pelas apresentações com a banda, resolve aceitar o emprego em uma loja de vinis e lá conhece Sylvie (Tessa Thompson), funcionária e filha do dono que possui um conhecimento avançado sobre música. Assim, os dois começam a se conhecer e a viver um relacionamento repleto de obstáculos e que ultrapassa o tempo onde os sonhos serão motores de apoio de um par ao outro.


A princípio, o longa-metragem parece ter um roteiro água com açúcar, mas ao longo dos minutos vamos percebendo estar dentro de assuntos profundos que vão desde as escolhas complicadas para nossas vidas até mesmo o protagonismo feminino em uma época cheia de preconceitos não só contra as mulheres mas contra os negros. Defensores da frase: Não cabe as estrelas definirem nossos rumos, mas sim a nós mesmos, os protagonistas não medem esforços para tentar estarem juntos equilibrando as idas e vindas desse amor.


Pra que jogarmos pedra para chamar a atenção se pudemos tocar um sax para chamar a atenção? Tendo como plano de fundo uma ótima trilha sonora ótima, papos sobre música e na maioria das vezes sobre Jazz são a cereja do bolo nesse drama com altas pitadas de romance que nos mostra de maneira bem delicada as escolhas e caminhos que podemos tomar quando nos enxergarmos dentro de um amor que se vê poucas vezes por aí.

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