Pular para o conteúdo principal

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #255 - Jessica Andric


O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.

 

Nossa entrevistada de hoje é cinéfila, de São Paulo. Jessica Andric é formada em pedagogia e já atua na área, também está cursando letras. Sua paixão por cinema começou quando era criança, praticamente todo final de semana seus pais levavam o seu irmão e ela ao cinema então pegou gosto pelo cinema muito cedo. Ela sempre quis fazer alguma coisa relacionada ao cinema, e durante a pandemia uma amiga dela (e companheira de filmes) teve a ideia de fazer uma página no Instagram, então criaram a 'Filme de Que?' onde cada mês escolhem um tema diferente e todo dia postam uma indicação de filme dentro do tema escolhido com um pequeno resumo, assim conseguem compartilhar com o mundo a paixão delas pelo cinema.

 

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Eu acho que não tenho uma sala preferida, geralmente escolho o filme primeiro a escolha da sala não faz diferença para mim.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.

O primeiro filme que eu me lembro de ver e ficar encantada foi Procurando Nemo, na época eu tinha 10 anos e sai da sala de cinema com brilho nos olhos achando que tudo que eu tinha visto era mágico!

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Tim Burton, adoro os filmes dele, mas Edward Mãos de Tesoura é com certeza o que eu mais gosto.

 

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Lisbela e o Prisioneiro e O Auto da Compadecida não consigo escolher entre esses dois! São os meus favoritos. Acho que ambos conseguem passar verdade na história, quando vemos esses filmes pensamos mesmo que os personagens são reais pois se passa em uma realidade muito próxima da nossa, sem falar que temos ação, comedia e romance e um grande elenco nos dois filmes então como não gostar deles.

 

5) O que é ser cinéfilo para você?

Na minha opinião ser cinéfilo é mais que escolher um filme qualquer para assistir, tem que ter uma paixão por cinema, viajar na história, esquecer do resto do mundo enquanto vê um filme.

 

 

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Acredito que não afinal a maioria dos cinemas precisam render lucro pois não deixam ser uma empresa então o foco não é qualidade do filme, mas sim a quantidade de pessoas para assisti-lo.

 

7) Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Eu acho que acabar não, mas vai ter uma grande diminuição.

 

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram, mas é ótimo.

O Doutrinador é um filme brasileiro pouco conhecido, mas que é muito bom, provando que o cinema nacional faz ótimas produções.

 

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Acho que não, eu entendo que as salas precisam funcionar para ter renda, mas a saúde vem em primeiro lugar.

 

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

O cinema nacional é muito subestimado, existe sim filmes nacionais que são bons só acho falta mais empenho na hora da divulgação.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Gosto muito do trabalho do Selton Mello.

 

12) Defina cinema com uma frase:

“Magia em alta definição”.

 

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema:

Uma vez fui ao cinema com 6 pessoas e acabamos nos perdendo de duas delas mesmo assim fomos assistindo ao filme, quando chegou na metade aconteceu um problema e o filme ficou sem áudio, então tiveram que acender as luzes e encontramos as duas pessoas perdidas que estavam só duas fileiras na frente, sentamos todos juntos, rebobinaram o filme e terminamos de assistir.

 

14) Defina 'Cinderela Baiana' em poucas palavras...

Sei que é um filme bem conhecido, mas nunca assisti então não posso dar uma opinião sobre esse filme.

 

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Acho que não precisa ser um cinéfilo necessariamente, mas vai ter que entender muito bem do assunto.

 

16) Qual o pior filme que você viu na vida?

Super-Heróis: A Liga da Injustiça.

 

17) Qual seu documentário preferido?

Não sou de assistir muitos documentários, mas um que eu gostei bastante foi Uma Verdade Inconveniente.

 

18) Você já bateu palmas para um filme ao final de uma sessão?  

Sim, várias vezes.

 

19) Qual o melhor filme com Nicolas Cage que você viu?

Os filmes que eu mais gosto dele são Cidade dos Anjos e A Lenda do Tesouro Perdido.

 

20) Qual site de cinema você mais lê pela internet?

Adoro Cinema.

 

 

 

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'Vípuxovuko – Aldeia' [Fest Aruanda 2025]

Trazendo as reflexões sobre formas de organizações comunitárias, resistência cultural e gritos de identidade em uma aldeia urbana indígena no Mato Grosso do Sul, o curta-metragem Vípuxovuko – Aldeia parte para a ficção com muitas bases na realidade. O projeto surgiu de uma conversa do diretor filme, Dannon Lacerda , com a porteira do seu prédio, cujo sobrinho viria a se tornar inspiração para a obra. Selecionado para a mostra competitiva de curtas-metragens nacionais do Fest Aruanda 2025, a obra avança nas suas críticas sociais, muito bem articuladas a partir de um protagonista de raízes indígenas, que escapa de generalizações. Ele trabalha como entregador e também exerce a função de líder de sua comunidade, reivindicando direitos e protegendo seu povo das ações desenfreadas dos mecanismos do Estado.    A cultura indígena ganha registros através da fé, da cultura, da tradição e da preservação desses povos originários, que em muitos casos estão sempre na luta pela continuid...

Crítica do filme: 'Apocalipse Segundo Baby' [Festival É Tudo Verdade 2026]

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade. Se você ouvir esse nome por aí, talvez não sabia de quem se trata. No entanto, se falarmos Baby do Brasil – ou mesmo Baby Consuelo, como foi conhecida boa parte de sua carreira - as lembranças logo chegam. 18 anos depois do início do projeto, o documentário Apocalipse Segundo Baby, chegou às telonas brasileiras antes da sua estreia em circuito, através do Festival É Tudo Verdade. Com roteiro e direção de Rafael Saar , a obra toma um rumo corajoso desde seu início, fugindo de referências documentais conhecidas para se chegar em uma narrativa intensa, cheia de imagens e movimentos. Essa busca pela originalidade, na tentativa de traduzir o abstrato de uma personalidade plural, marcada por autorreflexões de Baby, segue apenas por essa perspectiva, com a ajuda de registros de apresentações marcantes. De Niterói a Salvador, passando por uma experiência marcante em Santiago de Compostela - ex-integrante do grupo Novos Baianos, que alcançou o sucesso a...

Crítica do filme: 'Zico, o Samurai de Quintino'

Um craque como poucos, dentro e fora de campo. Se você acompanha futebol - ou não -, já ouviu falar de Zico, um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial. Muito associado à nação rubro-negra, sua idolatria transborda para torcedores de outros times e outros países. Um figura exemplar, que preencheu páginas gloriosas desse esporte que é uma paixão nacional. Hoje, aos 73 anos, o galinho de quintino tem recortes de sua vida apresentados ao público no documentário Zico, o Samurai de Quintino , com estreia marcada para o próximo dia 30 de abril nos cinemas. Dirigido por João Wainer , o projeto busca um olhar amplo, construído desde seus primeiros passos na carreira até sua passagem pelo Japão, mostrando sua importância para a profissionalização do futebol naquela região – um legado visto até hoje -, com um recheio saboroso revisitando sua história profissional no Brasil.    O documentário segue por um modelo narrativo convencional, sem se arriscar, com entrevistas e...