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Crítica do filme: 'Danger! Danger!'


Será que todos temos o desejo de voltar no tempo? Brincando com essa questão muito batida no universo audiovisual, navegando por uma estrada de infinitas possibilidades através de um misterioso protagonista Danger! Danger! em um retrato de universo cheio de dúvidas, extremismo pra todo lado, polarização das opiniões dentro de uma conjuntura sociopolítica. É a saga de um homem buscando mudar sua maior tragédia do passado contra uma nação disposta a tudo para mudar os eventos da Corrida Espacial, da Guerra Fria e da Segunda Guerra Mundial. Dirigido por Lexie Findarle Trivundza e Nick Trivundza.


Na trama, conhecemos Jonathan Danger (Benedict Mazurek) um homem que cai em um lugar distante, a 32 km da costa da África, em meados da década de 80 disposto a achar um templo, que inclusive o caminho está tatuado um mapa no seu peito. Só que ele não é o único atrás desse lugar e assim acaba se metendo em enormes confusões contra soviéticos nervosos mas contando com a ajuda de dois irmãos. É uma aventura com pitadas de Indiana Jones com conceitos de viagem no tempo costurados em uma conjuntura de modificações políticas.


Na linha quase intermediária entre média e longa-metragem, Danger! Danger! Tem sua base, sua concepção, pensada através de uma viagem abordando paralelos à mitos, lendas, nada diferente do que muitos povos ao redor do mundo vivem repetidamente geração após geração, nutrindo dentro de um conservadorismo cultural. Há um campo profundo de reflexão se formos analisar o ponto de vista sócio-político e sempre conflituoso de grandes nações em busca de reafirmação de suas forças. Junte-se a isso diálogos com piadinhas quase infames, personagens excêntricos dentro de um esteriótipo já bastante visto em filmes de aventura, o barato do projeto é que podemos supor que é uma produção criada por cinéfilos, muitas menções à Alien, de volta para o futuro... vale a viagem.

DANGER! DANGER! Official Trailer from Adventure Company on Vimeo.

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