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Crítica do filme: 'A Fuga da Mulher Gorila'


Vencedor de dois prêmios na Mostra Tiradentes de anos atrás, A Fuga da Mulher Gorila basicamente se constrói de maneira bastante trivial em volta da saga de artistas, uma trupe nômade pelas estradas, que circulam em volta do que acreditam, do prazer que sentem em representar e mexer com as emoções. Road movie musical? Filme experimental? Frases soltadas deixam lacunas sem respostas e ao mesmo tempo, também, entram em complexa reflexão sobre hábitos sempre em volta do tempo, quase uma brincadeira com o incompreendido. Parece uma grande loucura, como se fosse um cinema feito de maneira pra fazer sentido aos seus realizadores mas o espectador precisa exercitar o prazer de refletir, sempre há de se encontrar razões dentro de emoções que parecem tão particulares.

Na curiosa trama, duas mulheres, irmãs, que se movimentam em uma Kombi preparada como um camaleão para ser suporte em apresentações circenses. Entre uma cidadezinha e outra, vivem como nômades, entre uma apresentação e outra. A grande atração da dupla é a ser humana que vira gorila por conta de um efeito visto muitas vezes em circos por aí. Será essa a vida de muitos artistas aqui na realidade? O projeto foi rodado pelas estradas, com baixo orçamento, em pouco mais de uma semana, no ano de 2008.

Espírito nômade On! Pelas estradas da vida vamos tentando acompanhar os conceitos alicerces dos realizadores. Há cenas incompreensíveis, mas o provocar as vezes também é não dizer. Cinema é corpo, movimento, é reflexão dentro de contextos mas nem sempre tudo isso se transforma em informação clara e objetiva do que realmente querem dizer. Vale a mais fácil das afirmações que tiramos, o filme é sobre uma trupe artística com grande valor dado à arte que acreditam, até certo ponto sua essência simplifica em muitos sentidos o que enxergamos sobre a nossa cultura e sua tentativa em ser original.

A Fuga da Mulher Gorila / The Escape of the Monkey Woman - Teaser from Duas Mariola Filmes on Vimeo.

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