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Crítica do filme: 'A Guerra do Amanhã'


A sonolenta história do herói invencível. Chegou na Amazon Prime Video no início desse julho de 2021 o longa-metragem de ação A Guerra do Amanhã, protagonizado por Chris Pratt e Yvonne Strahovski. Uma das coisas que mais incomoda nesse projeto são as razões simplistas para contextos amplos. O assunto família e relações contornam todos os arcos do roteiro, seja no presente ou no futuro. Desde a ótica do protagonista com sua filha em dois instantes e com o seu pai. Os clichês se amontoam pelo caminho, é uma disputa para saber o que tem mais: clichês ou alienígenas corredores. Focando na parte da ação, busca no seu universo sci-fi algum tipo de originalidade mas esbarra em espelhos de outras franquias como Alien (muito por conta da forma dos monstros de outro planeta que aparecem) ou até mesmo o longa-metragem protagonizado por Tom Cruise, No Limite do Amanhã. No mínimo, decepcionante.


Dirigido pelo cineasta Chris McKay e com roteiro assinado por Zach Dean, A Guerra do Amanhã conta a história de Dan (Chris Pratt), um ex-militar do exército dos Estados Unidos que atualmente (no presente do filme) é professor de biologia do ensino médio. Ele vive com sua esposa e filha. Certo dia, durante uma comemoração e também uma importante partida da Copa do Mundo de Futebol (onde inclusive a seleção brasileira de futebol masculino era um competidores com seu craque Peralta (??)), algumas pessoas do futuro chegam à terra atual avisando sobre um futuro apocalíptico e para tentar conter o caos mais pra frente, militares e pessoas comuns serão selecionados, treinadas e enviadas para proteger a Terra. Dan acaba sendo selecionado e embarca numa viagem temporal que trará muitas surpresas.


Na estrutura da narrativa, o herói é responsável por causar identificação com o público. É quase uma receita de bolo que navegam vários roteiros hollywoodianos (agora podemos até chamar de streamingianos), inclusive esse projeto. A questão é a pretensão de ir além do mero lugar comum que não consegue sair. As explicações para questões de escala universal parecem até piadas, as soluções encontradas pelo herói fogem da realidade em muitos momentos mesmo se formos analisar dentro das licenças poéticas das linhas do roteiro. Nas partes dramáticas o filme derrapa em quase todo tempo, brilhando apenas quando Yvonne comove na sua participação especial e diria até fundamental para acharmos algum sentido na trama como um todo. Chris Pratt é muito carismático mas seus papéis em diversos projetos estão cada vez mais parecidos.


Na ação o filme cresce, mesmo sendo tudo muito confuso. Subtramas são deixadas de lado, como o arco entre pai e filho, inclusive deixando para escanteio um aproveitamento melhor do excelente ator J.K. Simmons que praticamente é estereotipado como algum boneco da famosa coleção Comandos em Ação (G.I. Joe). Há muito pouco para um filme que tinha interessantes portas reflexivas para abrir.

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