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Crítica do filme: 'Unidas pela Esperança'


Um sofrimento compartilhado e cantado. Disponível no Streaming Telecine Play, Unidas pela Esperança conta a história, baseado em fatos reais, de mulheres de militares que se juntam para montar um coral, transformando a aflição dos dias sozinhas em momentos de descontração e união através da música. Pelas subtrama, algumas com grande profundidade, encontramos os caminhos para entender as razões dessas mulheres em encontrar algo e comum para assim também compartilhar de uma forma positiva a variável tempo, tão complexa de lidar, principalmente com os maridos ficando meses longe de casa e expostos a todo tipo de perigo em guerras pelo mundo. A direção é de Peter Cattaneo e na pele das protagonistas Kristin Scott Thomas e Sharon Horgan.


Na trama, conhecemos Kate (Kristin Scott Thomas) a esposa de um general de uma base militar na Inglaterra que não possui muito contato com as outras espoas de militares, principalmente após o falecimento do seu único filho. Certo dia, resolve se juntar a Lisa (Sharon Horgan), uma mulher que possui muito problemas de relacionamento com a filha e comanda uma espécie de mercearia na base militar. Elas resolvem criar um coral com as mulheres dos militares. A iniciativa é um sucesso e assim elas conseguirão encontrar forças umas nas outras principalmente quando notícias ruins chegam.


O roteiro tem um mérito muito grande que é abordar a melancolia de uma forma que o ritmo não fique estático. Talvez a maturidade da personagem de Scott Thomas misturada com a impulsividade da personagem de Horgan torne a fórmula perfeita para os contrapontos que o longa-metragem navega. Unidas pela Esperança passa pelo drama em muitas camadas, mesmo tendo muitas subtramas e algumas ficando apenas no superficial todo o sentimento e razões são passados ao público sempre com muito carisma das personagens em cena. Por incrível que pareça a música em si fica em segundo plano se tornando apenas um instrumento para entendermos os cenários dramáticos que vão se moldando.


O filme cumpre o objetivo de passar uma mensagem de esperança e companheirismo de mulheres que enfrentam as aflições de terem maridos em uma profissão de alto risco. Muito bonito também os créditos do filme mostrando a mesma iniciativa em muitos lugares do mundo. Vale a pena conferir.

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