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Crítica do filme: 'Louca Obsessão' *Revisão*


O confronto entre a razão imóvel e a loucura pulsante. Um dos grandes filmes da década de 90, Louca Obsessão foi se tornando ao longo do tempo um clássico do cinema. Não é pra menos, uma história intrigante que diz muito sobre personalidades e o estado da psique humana que acaba sendo em seu constante clímax um grande duelo entre a razão e a loucura. Baseado na obra Misery do escritor Stephen King e dirigido por Rob Reiner, o projeto é um suspense chocante. Por seu papel no filme, Kathy Bates venceu seu primeiro e único Oscar.


Na trama, acompanhamos um pacato escritor de sucesso chamado Paul Sheldon (James Caan) que está prestes a entregar a primeira e única cópia de seu mais novo livro. No seu processo de escrever, ele sempre vai para uma cabana numa região gelada do estado do Colorado. Saindo desse lugar rumo ao encontro com sua editora, ele acaba sofrendo um grave acidente. Ele acorda em uma casa onde mora Annie (Kathy Bates) uma enfermeira super fã do escritor que viu o acidente e o ajudou. Nos primeiros dias de recuperação Paul acha que tirou a sorte grande mas aos poucos vai entendendo que se meteu em uma grande enrascada e precisa encontrar soluções para fugir daquele lugar.


Em cárcere privado, a luta do escritor é contra seus medos e as imprevisibilidades da psicopata da porta ao lado. Assim, vemos ao passar do tempo todas suas tentativas de fugir daquela situação conforme vai melhorando os movimentos de seu corpo, fragilizados pelo grave acidente. O ponto de encontro de seu lado racional chega através de sua própria obra, fator de interseção com a enfermeira psicótica, assim na promessa de resgatar à vida uma personagem importante que morreria em seu próximo livro, Paul consegue ganhar um tempo para entender a situação que se encontra.


Annie é uma personagem enigmática do início ao fim. Imprevisível, alucinada, solitária, psicologicamente abalada, psicopata, vários adjetivos nessa linha são possíveis para definir essa personalidade extremamente complexa. Ela encontra em Paul o afloramento de sua obsessão, fato recriado em outros momentos do seu passado nebuloso que vamos conhecendo com leves pitadas de descobertas ao longo dos quase 110 minutos de projeção.


Louca Obsessão é imprevisível, um projeto que marca a luta entre a razão e a loucura que conta com uma atuação inesquecível da grande Kathy Bates.

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